23 de set. de 2013

Infecção urinária na gravidez

A gravidez provoca mudanças hormonais e físicas no corpo da mulher, e também modificações funcionais e anatômicas no sistema urinário, aumentando a frequência de infecção urinária.

A infecção urinária, principalmente a infecção da bexiga, chamada de cistite, é uma complicação relativamente comum nas gestantes.   


A cistite ocorre em aproximadamente 1 a 2% das mulheres grávidas. Como o risco de ascensão das bactérias em direção aos rins é maior nas gestantes, a cistite da grávida é considerada um quadro mais grave que as cistites das mulheres não grávidas.
O mecanismo de contaminação do trato urinário por bactérias é semelhante ao que ocorre em mulheres não gestantes, com o agravante de que o aumento do útero atrapalha o esvaziamento da bexiga, favorecendo o acúmulo de urina por mais tempo que o habitual, o que aumenta o risco de multiplicação de bactérias.

Os sintomas da cistite na grávida são:
  • Dor ou ardência para urinar
  • Vontade de urinar frequentemente
  • Dificuldade em segurar a urina
  • Vontade de urinar mesmo com bexiga vazia
  • Dor ou sensação de peso na bexiga
  • Sangue na urina
Com um exame negativo no inicio do pré-natal, será pouco provável o desenvolvimento de infecção urinária durante a gestação, mas se positiva, a paciente deve ser tratada com antibióticos, independente de ter ou não sintomas.

Uma semana após o término do tratamento deve-se repetir o exame para se confirmar a eliminação da bactéria. Se o exame se mantiver positivo, o tratamento deve ser repetido, desta vez por mais tempo.

Após a comprovada eliminação da bactéria, o exame deve ser repetido todo mês até o final da gestação. 

Portanto, ao contrário do que ocorre nas mulheres não grávidas, nas gestantes indica-se a pesquisa de bactérias na urina mesmo que as mesmas não apresentem queixas urinárias.

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