Estudos atuais têm demonstrado que aproximadamente 20% dos casais, ou seja, um em cada cinco casais, apresentam problemas de infertilidade. Cerca de 40% dos casos se devem à fatores masculinos e estão ligados a produção de espermatozóides. As estatísticas mostram que entre as causas conhecidas, as mais frequentes são a varicocele (70%), processos inflamatórios (20%) e a disfunção hormonal (10%).
É extremamente relevante que a avaliação da infertilidade considere o casal durante a avaliação e o tratamento, e que se estudem ambos paralelamente até se descobrir o problema. Já foi demonstrado que quanto mais tempo o casal permanece subfértil, piores são as chances de uma cura eficaz. Muitos casais ficam bastante apreensivos e ansiosos quando não ocorre a concepção após apenas alguns meses de tentativas. Um período excessivamente prolongado de relações sem proteção contraceptiva não deve ser defendido como condição prévia para se iniciar um exame médico exaustivo do homem. Inicialmente o médico irá solicitar um espermograma convencional, que inclui o estudo de aspectos particulares da função espermática como a concentração, motilidade e morfologia. Os exames citológicos fornecem informações importantes sobre a quantidade e a qualidade dos espermatozóides. Os resultados do espermograma são importantes para a avaliação da atividade funcional dos órgãos sexuais masculinos e de seus distúrbios. Portanto, o espermograma ajuda no diagnóstico de infertilidade, infecções e de patologias genitais. Para um diagnóstico preciso de infertilidade, qualquer resultado anormal deve ser sempre relacionado com alterações em outros parâmetros. Casos de infertilidade masculina tem aumentado não só devido ao crescimento da população, mas também em função de uma diminuição em nível mundial da fertilidade masculina. Estima-se que durante os últimos 50 anos a média de contagem dos espermatozóides tenha diminuído em 50%. As razões dessa diminuição não estão claramente definidas, porém acredita-se que podem estar influenciadas por fatores ambientais, como a poluição por exemplo, refletindo em consequências na função reprodutiva. A produção de espermatozóides pode ter interferência de fatores como a idade do indivíduo (quanto mais avançada a idade, menor a produção), sua ocupação profissional (contato com substâncias tóxicas como agrotóxicos e inseticidas, ou se trabalha em áreas de muito calor, como altos-fornos) e, os antecedentes familiares (se há doenças hereditárias envolvidas, ou casos de infertilidade familiar). Outros antecedentes e alguns hábitos pessoais também podem determinar a existência de espermatozóides com baixa motilidade (capacidade de movimento) e vitalidade, entre eles: certos tipos de cirurgias, traumatismos, uso de drogas, álcool, nutrição (a boa alimentação influencia o desenvolvimento e função das glândulas genitais), vitaminas (há estudos mostrando que o homem precisa das vitaminas A e E para se manter fértil), doenças como diabetes (acarreta lesões vasculares e neurológicas, que podem levar à diminuição da fertilidade, ou mesmo à impotência) e, finalmente, o stress. |

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário também