14 de abr. de 2014

Atitudes que ajudam a induzir o trabalho de parto

No final da gravidez vem a ansiedade: já se passaram cerca de 40 semanas e você não aguenta mais esperar para ver a carinha do bebê. Quanto isso vai durar? Apesar das pesquisas científicas serem inconclusivas sobre a eficácia das estimulações naturais, médicos e doulas têm uma lista de procedimentos que você pode fazer para ajudar a chegar mais rápido a hora do parto.


“Quando o bebê estiver pronto para nascer, a mãe vai entrar em trabalho de parto. Por isso, sempre dou uma lista de atividades prazerosas que, depois que o filho nascer, a mulher não vai poder fazer por um bom tempo, como ir ao cinema, jantar com o marido ou fazer uma visita ao cabeleireiro. Assim, a ansiedade fica um pouco controlada”, aconselha Ana Cristina Duarte, obstetriz e coordenadora do GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa). Ela também faz uma recomendação que vale desde o início da gestação. “Se você está decidida a fazer parto normal, procure um médico com alta taxa deste tipo de parto. Tenha certeza que, se ele tiver muitas cesarianas no currículo, vai induzir uma em você”.

E o que a grávida pode fazer para dar uma forcinha para a natureza? Leia algumas recomendações.

Fazer exercícios físicos

Para estimular o início das contrações é preciso mexer a musculatura em volta do útero. “Sempre falta comprar algumas coisinhas para o bebê que vai nascer. Que tal ir andar no shopping?”, sugere Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Você pode também fazer caminhadas perto de casa ou atividades físicas leves, como ioga ou natação (veja aqui outros exercícios recomendados para a grávida ). Faça tudo em um ritmo confortável, com orientação do médico e por quanto tempo aguentar.

Fazer sexo

A relação sexual pode ajudar a induzir o parto de três formas. A primeira é pelo estímulo uterino que os orgasmos provocam. Segundo, pela liberação natural de ocitocina que a atividade gera – em induções clínicas, uma versão sintética deste hormônio é aplicada na gestante. Por último, o sêmen contém prostaglandina, que pode deixar o colo do útero melhor preparado para a dilatação. “Se tiver vontade, pode fazer todos os dias”, diz a doula Cris Balzano – com permissão do médico, claro.

Estimular os mamilos

“Massagens e beliscões suaves nos bicos dos seios estimulam a liberação de ocitocina, hormônio responsável pelas contrações”, explica o ginecologista Eduardo. O recomendado é fazer a estimulação três vezes ao dia, por períodos de uma hora, alternando os lados.

Aquecer-se

A medicina chinesa prega que, para entrar em trabalho de parto, a mulher precisa estar rodeada de calor. Daí vem a ideia de ingerir comida apimentada. É uma ótima desculpa pra visitar aquele restaurante indiano ou mexicano que você adora. Mas cuidado: se você não estiver acostumada com pimenta, pode ter azia e irritação no intestino. Outra forma de esquentar o corpo e, de quebra, ficar relaxada, são os banhos quentinhos . “Não exagere na temperatura, para não sentir tontura”, lembra Cris.

Fazer sessões de acupuntura

Segundo diversas pesquisas feitas desde 1974 em grávidas em fase final de gestação, as agulhas introduzidas em pontos específicos do corpo diminuem o tempo do trabalho de parto. “É uma especialidade médica que surte efeito”, garante Ana Cristina. Procure um médico acupunturista confiável, que tenha experiência com grávidas.

Ter ajuda do obstetra

Ainda sem entrar na área dos remédios químicos, o obstetra tem alguns truques pra acelerar o trabalho de parto. Mas eles só são indicados em casos especiais, quando o bebê ou a mãe correm sérios riscos se o nascimento demorar mais. “É possível descolar a bolsa introduzindo o dedo no colo do útero, induzindo as contrações, ou romper a bolsa amniótica”, explica Eduardo.

1 de abr. de 2014

Será que a cesárea é a única opção?

O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. 


Nem sempre os diagnósticos significam que a única saída é a cesárea. Os argumentos listados abaixo são comumente ouvidos pelas gestantes, mas nem sempre significam que à mãe só resta a opção da cesárea. O ideal é que, em cada caso abaixo, o médico seja claro em relação às porcentagens reais de risco e ofereça informações completas para a escolha da mãe.

- O bebê está com o cordão enrolado
A ocorrência é muito comum e acomete até 40% dos partos, mas esse diagnóstico não é determinante, porque ele se mexe dentro da barriga o tempo todo. A ultrassonografia pode mostrar uma circular que irá se desfazer e o bebê nascer sem circular – ou, ao contrário, o bebê pode não apresentar circular no ultrassom e nascer com circular. “O bebê não ‘respira’ como nós, ele está em um meio líquido, seu pulmão é fechado e sua oxigenação é através do cordão umbilical. Ao nascer e observar a presença de circular, apenas retira-se, como um ‘cachecol’, pela cabeça ou corpinho”, explica a obstetra Mariana Simões.

- Você está com a pressão alta ou está com a pressão baixa
A pressão baixa é comum na gravidez, não requer nenhuma medida drástica. Já a pressão alta pode levar a uma interrupção da gestação – não necessariamente cirúrgica. “Isso pode ser feito através da indução de um parto normal”, explica a Andrea Campos. Os obstetras podem se utilizar de hormônios ou procedimentos mecânicos, como o rompimento artificial da bolsa ou exames de toque vigorosos.

- O bebê não está encaixado
O posicionamento correto do bebê pode acontecer só durante o trabalho de parto. São as contrações efetivas que fazem com que ele “desça” e se encaixe.

- O bebê passou do tempo
“Bebês não ‘passam do tempo’, apenas têm um tempo diferente de maturidade. Segundo estudos mais recentes, após 41 semanas e 1 dia deve haver acompanhamento, mas não interrupção com cesárea”, diz Mariana. De qualquer forma, mesmo nestes casos a solução não é só a cesárea – também dá para acelerar ou induzir o trabalho de parto.

- Os batimentos do bebê estão acelerados
Bebês dormem e se movimentam. Como nós, se dormimos ou estamos em repouso, há uma queda do batimento. Se nos agitamos, os batimentos se aceleram. Agora, se há uma aceleração persistente e foram excluídas causas fisiológicas – como taquicardia ou febre da mãe – pode ser indício de sofrimento fetal. “Neste caso, a cesariana pode ser necessária”, alerta Andrea.

- A cabeça do bebê é muito grande
A desproporção céfalo-pélvica é um motivo real para escolher pela cesariana, mas o problema está no diagnóstico. O problema acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela parte mais estreita da bacia da mãe, mesmo quando a dilatação do colo uterino já é total. Por isso, é recomendável que mesmo quem opta pelo parto normal tenha uma estrutura de hospitalar à disposição.

- O bebê é muito grande
A ultrassonografia não é precisa para determinar o peso do bebê. Mesmo assim, bebês com mais de 4 kg ainda podem nascer de parto normal. “Desde que a mãe não tenha uma diabetes descompensada, isso não é problema. O bebê geralmente tem o tamanho que passaria pela pelve”, conta Andrea.

- Você já fez uma cesárea anteriormente
Muitas mulheres ficam surpresas e não acreditam que, mesmo depois de terem passado por uma cesárea, podem ter o segundo filho de parto normal . “Com até duas cesáreas anteriores, os riscos reais em trabalho de parto natural (sem indução farmacológica) é de cerca de 0,5%. Já com três cesáreas anteriores, pode-se haver até 5% de riscos de ruptura uterina e esse número para a medicina é considerado um valor alto”, descreve Mariana.

- Você não tem dilatação
Antes do trabalho de parto, é normal não haver dilatação. Em geral, o colo só se dilata significativamente durante o processo. O que caracteriza o trabalho de parto são as contrações regulares a cada três minutos, com duração de em média três minutos. Antes disso, não há razão para esperar uma dilatação.

- Você está constipada
“A constipação intestinal não exerce nenhuma influência sobre o parto”, garante Andrea. Nesses casos, complicações da cesárea podem agravar o quadro, já que o intestino pode ficar paralisado por algum tempo.

Quando a cesárea é necessária:

A maioria das justificativas aparecem só durante o trabalho de parto. E mesmo as cesáreas marcadas podem esperar este momento para ter certeza que o bebê está pronto para vir ao mundo. 
Veja alguns motivos que podem levar à cesariana e entenda porque, nestes casos, a intervenção cirúrgica é melhor:

- Estado Fetal Intranquilizador (sofrimento fetal): quando o bebê não está bem e o nascimento precisa ocorrer prontamente.
- Apresentação córmica: quando o bebê está atravessado no momento do trabalho de parto.

- Hemorragias maternas no final da gravidez: podem ocorrer por descolamento da placenta (quando a placenta descola antes de o bebê nascer) ou placenta prévia (quando a placenta recobre o colo do útero). As duas pedem uma cesárea. Mas sangramentos pequenos podem acontecer também pela dilatação do colo do útero e, neste caso, não há necessidade de cirurgia.

- Mãe portadora do HIV: pesquisadores do International HIV Group analisaram diversos estudos e concluíram que as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê diminui em 50% se feita a cesariana programada.

- Apresentação pélvica em primigesta (bebê sentado em mulheres que nunca pariram): o bebê pode nascer sentado, mas nestes casos o risco relativo do parto normal é maior que o da cesárea.

- Herpes genital com lesão ativa: há maior chance de o bebê se infectar durante o parto normal do que na cesariana eletiva.

- Prolapso de cordão: o cordão sai antes do bebê. O problema é que quando o bebê passa pelo canal, quando feito o parto normal, provoca uma pressão no cordão, impedindo a passagem de sangue para a criança.

21 de mar. de 2014

Com quem deixar o bebê ao voltar para o trabalho

Chega o momento em que papais e mamães terão que decidir com quem o bebê ficará quando a licença-maternidade chegar ao fim.
Com exceção das mulheres que poderão ficar por um tempo mais longo em casa ou até mesmo deixar do trabalho para se dedicarem aos filhos, a dúvida surge aos casais que procuram equilibrar as suas possibilidades com a vontade de fazer o melhor pelo seu filho.



As escolhas mais comuns costumam ser deixar a criança em creches ou escolinha, com babás ou com as avós. Além disso, questões como a disponibilidade financeira, a existência de um outro irmão e a proximidade da residência com as avós contam na hora de optar.
Abaixo, um balanço das vantagens e desvantagens e o que deve ser levado em conta na hora de avaliar cada opção.

Creche ou escolinha
Vantagens:
- Têm preço variável e que atendem a diversos perfis financeiros.
- Possuem flexibilidade de horário. Nessas escolas, a mãe pode escolher um período de acordo com o tempo que fica fora de casa.
- Segurança, pois diversas pessoas vigiam as crianças e o ambiente é adaptado para elas, diminuindo o risco de acidentes e maus tratos. 
- Estabilidade, porque a escolinha ou creche é uma instituição que atende a várias crianças, e se uma cuidadora faltar, alguém vai substituí-la e a mãe não vai ficar desamparada.
- Convívio com outras crianças, fazem com que aprendem, se divertem e também se desenvolvem mais quando observam os amiguinhos. 
- Leva e traz. Em tempos de congestionamentos garrafais, levar e buscar as crianças na escola pode ser um martírio. Para evitar atrasos e perda de tempo no trânsito, é indispensável escolher uma escola perto de casa, pelo menos até a criança ter idade para andar no transporte escolar.

Desvantagens:
- Contágio de doença é a maior reclamação dos pais de crianças em escolinhas, principalmente das que ainda não completaram um ano de vida. O médico pediatra homeopata José Armando Macedo, diz que o sistema imunológico infantil está em formação até os três anos de idade e que frequentar a escolinha ou a creche antes disso vai acarretar em alguns períodos de doença.
- A adaptação na escolinha depende de como é feita a transição do convívio com a mãe para a escola e também do perfil da criança. Para Adela Stoppel de Gueller, professora do curso de formação em psicanálise da criança, diz que, não só na escola, mas em qualquer caso, a transição gradual é melhor. “É bom que a mãe fale bastante com o bebê lhe contando que em breve vai sair para trabalhar e que vai deixá-la com tal pessoa, mas vai voltar e ficar junto novamente. 

Babá
Vantagens:
- Praticidade. Não é preciso deslocar a criança para outro ambiente ou enfrentar trânsito. A babá respeita um horário pré acordado com a família, que seja vantajoso para a mãe poder trabalhar.
- Cuidado exclusivo. Se a criança tiver mal estar, estiver suja ou com fome, ela será prontamente atendida, o que é especialmente importante nos primeiros meses de vida.
- Prevenção de doenças. Além de a criança estar em um ambiente conhecido e familiar, é mais fácil controlar o contágio de doenças, com a manutenção da limpeza e limitando o contato com outras pessoas.

Desvantagens:
- Falta de confiança. Se a mãe não tiver confiança de que a criança será bem cuidada, é melhor optar por outra forma de auxílio.
- Custo. A opção por babá é a mais cara, especialmente se a mãe procura alguém com referências, bem treinado e realmente especializado.
- Transferência e relação íntima com a babá. Não são raros os casos de babás que querem agir como mães e mães que temem perder o amor dos filhos para a babá.
- Faltas e trocas. Quando a babá é a única pessoa que pode ficar com o bebê na ausência da mãe, é indispensável que ela seja uma profissional dedicada e responsável. Mesmo assim, imprevistos podem acontecer e, se a babá faltar, a mãe inevitavelmente faltará no trabalho também. Babá mal escolhida ou mal treinada pode levar a sucessivas trocas, o que gera um grande desconforto para o pequeno.

Avós
Vantagens:
- Confiança. Quando a criança vai ficar sob os cuidados de um parente, os pais ficam relaxados por saber que o bebê está com alguém que vai tratá-lo bem.
- Horário flexível. Para profissionais que não têm uma rotina de horário, deixar com a avó pode ser uma mão na roda, já que não é preciso contar com limitações de horário, diariamente. Se algum imprevisto acontecer, a criança pode até dormir fora.
- Carinho. Os parentes e especialmente os avós têm fortes laços afetivos com o bebê, o que é garantia de que ele será tratado com amor. Adela afirma que, no caso dos bebês bem novinhos, a avó é a melhor opção.
- Baixo ou nenhum custo. Ainda que seja possível que os pais negociem uma ajuda de custo para que avó cuide do neto, essa opção sem dúvida é a mais em conta das três.

Desvantagens:
- Estímulos limitados. Ainda que a avó seja muito dedicada, quando a criança começa a andar é difícil acompanhar o pique. Muitas vezes recursos como TV passam a ser utilizados para a criança “dar uma folguinha”. Se a criança não tem irmãos ou primos que dividem a guarda da avó nesse período, o convívio com outras crianças também fica limitado.
- Mimo e falta de disciplina. Muito se fala que o papel dos avós é “estragar” os netos – e isso não chega a ser um problema quando acontece ocasionalmente. Ainda que muitos deles possam ser aliados na hora de educar os netos, se a avó ou avô não concordam com alguma limitação ou norma estipulada pelos pais, é bem provável que elas não sejam seguidas no dia a dia da criança, o que certamente vai atrapalhar sua educação.

12 de mar. de 2014

Como lidar com o ciúme do primogênito com a chegada do irmãozinho

O segundo filho nasce e, então, surge de fato uma nova realidade. Se durante a gravidez tudo correu tranquilamente com o primogênito, na maternidade e nos primeiros dias com o irmãozinho em casa a história muda e, mais uma vez, as mães se veem em busca de novas estratégias de amparo ao primogênito.


 Levar um presentinho em nome do irmão que acaba de chegar é uma tática comum de muitas mães. Dar um boneco, no caso das primogênitas, para as filhas se familiarizarem com um menino, também acontece. “Apesar de não fazer um mal específico, encher a criança de presentes não ameniza os ciúmes e a rivalidade, que são completamente normais em qualquer ser humano. Estes sentimentos tem que ser expressados pela criança para ela poder suportá-los”, explica Ana Cristina Marzolla, psicóloga e professora doutora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

A amamentação, por exemplo, pode ser um dos momentos mais “dolorosos” para o irmão mais velho. Como nesta hora a mãe dificilmente é capaz de se desdobrar para dar atenção aos dois, é comum as crianças mais velhas sentirem vontades imediatas, como querer fazer xixi ou ficar repentinamente com fome, só para desviar o olhar da mãe. E é comum também a mãe se sentir em uma verdadeira emboscada.

Se cada filho é uma história, não adianta colocar um e outro nos diferentes lados da balança em busca de um equilíbrio. E muito menos achar que é possível lidar com os dois filhos da mesma maneira. Segundo os psicólogos, as mães precisam confiar na sua própria percepção. E segundo as mães, quanto antes isso ocorrer, melhor.

Honestidade e atenção especial ajudam os mais velhos a receber melhor os irmãos caçulas. Se o nascimento do primeiro filho traz à tona um turbilhão de novidades, a chegada do segundo estimula expectativas e ansiedades bem diferentes. Os pais já se sentem bem mais seguros na execução dos cuidados diários – troca de fraldas, banhos, amamentação – e até mesmo a razão dos choramingos é mais facilmente identificada. O que há de novo mesmo neste cenário é o comportamento do primogênito.

Crises de ciúmes, rivalidade, “retrocesso”, agressividade e birras são algumas manifestações pela “perda do trono”. Nessa hora, é muito comum as mães se sentirem divididas e ao mesmo tempo sobrecarregadas. Mas, como alerta a psicóloga Débora de Oliveira, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Infância e Família (NUDIF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os pais devem ser tolerantes com a criança neste período de maior estresse para ela. “Estes comportamentos tendem a ser abandonados gradativamente, caso não haja uma supervalorização dessas atitudes por parte dos pais”, ressalta.

Dicas de especialistas na área infantil e de família devem ser consideradas, principalmente quando a insegurança fala mais alto que a própria intuição. Mas como, quando se trata de filhos, não existem fórmulas mágicas nem manuais, vale apostar na experiência espirituosa de mães que souberam preparar muito bem o terreno do primogênito para a chegada do caçula.

Desenhar na barriga, tirar fotos com a mãe e ser o porta-voz da chegada do irmãozinho também são atitudes que ajudam o primeiro filho a se sentir tão importante e fundamental quanto o irmãozinho que está para chegar.

E se, apesar de todos os esforços, vier a pergunta: para quê outro filho? “Uma boa resposta é dizer que foi tão gostoso, tão bom ser mãe dele ou dela (do primeiro filho), que a mamãe quis ter outro. A chegada do segundo deve ser valorizada como uma experiência muito legal”, conclui Ana Cristina Marzolla, psicóloga e professora doutora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

4 de mar. de 2014

O enxoval do bebê

Confira a lista para o enxoval com os principais itens necessários nos três primeiros meses do seu bebê.


 Roupas

  • 8 macacões
  • 8 bodies
  • 8 calças
  • 2 ou mais casaquinhos
  • 6 pares de meias
  • 3 pares de luvas
  • 3 pares de sapatinhos de malha ou crochê
  • 2 toucas
  • 1 ou ½ dúzia de fraldas de pano (para amamentar)
  • 3 babadores
  • 2 mantas
  • 2 xales

Para o berço

  • 4 jogos de lençóis
  • 2 lençóis avulsos
  • 4 fronhas
  • 2 cobertores
  • 1 edredom
  • 1 protetor de colchão

Para o banho

  • 3 toalhas com capuz
  • 3 toalhas sem capuz

Para a higiene
  • 1 sabonete neutro
  • 1 xampu neutro
  • 1 saboneteira
  • 1 pacote de lenços umedecidos
  • 1 pote com tampa para guardar algodão
  • 1 pacote de hastes flexíveis de algodão
  • 1 pacote de lenços de papel
  • 1 creme para prevenção de assaduras
  • 1 fita adesiva
  • 1 escova
  • 1 pente
  • 1 tesourinha
  • 2 pacotes de algodão
  • 1 termômetro
  • 1 lixeira com pedal
  • 1 porta roupas sujas
  • 1 trocador
  • 1 cesta para colocar as miudezas de troca
  • 1 banheira
  • 8 pacotes de fraldas descartáveis tamanho pequeno
  • 8 pacotes de fraldas descartáveis tamanho médio

18 de fev. de 2014

Dicas para preparar a mala de maternidade

Ao passar do sexto mês de gestação, é hora de começar a fazer as malas para levar na maternidade.


Para ajudá-la nestas tarefas, montamos as listas do que é preciso levar para a maternidade, tanto para a mamãe quanto para o bebê.

Mala de maternidade para a mamãe

- Camisolas e pijamas devem ter abertura para amamentação.
- Não se esqueça das lembrancinhas e do enfeite de porta, se você planeja tê-los no quarto.
- Fotos serão inevitáveis. Se você é vaidosa, leve maquiagem.
- Uma lista com os nomes e contatos das pessoas a serem avisadas do nascimento pode facilitar bastante passar a notícia.

Itens da mala da maternidade para as mães:
  • 3 pijamas ou camisolas
  • 1 chinelo de borracha
  • 5 calcinhas
  • 3 sutiãs com abertura
  • 1 roupa para deixar a maternidade – um vestido ou uma calça e blusa
  • escova e pasta de dentes
  • escova de cabelo
  • desodorante
  • xampu e condicionador
  • sabonete
  • absorvente
  • elásticos
  • maquiagem
 Também não se esqueça:
  • enfeite de porta e lembrancinhas
  • nomes e contatos dos parentes e amigos a serem avisados
  • documentos exigidos pelo hospital
  • câmera fotográfica e filmadora

Mala de maternidade para o bebê:

- Não se esqueça de tirar etiquetas e alfinetes que possam machucar o bebê.
- Lave as roupinhas previamente, com sabão neutro e sem usar amaciante.
- Você pode separar mudas de roupinhas completas em envelopes, facilitando a hora de trocar o bebê.
- Prefira roupas de tecidos orgânicos ou 100% algodão. Fique atenta aos botões e aberturas, para facilitar as trocas.
- Cheque com o hospital a necessidade de itens específicos.

Itens da mala de maternidade para o bebê:
  • 6 macacões para recém-nascidos
  • 6 calças
  • 6 bodies
  • 1 casaquinho
  • várias meias
  • 1 manta
  • fraldas de tecidos e paninhos de boca

12 de fev. de 2014

Você está grávida de gêmeos?

A alegria de ter mais de um bebê (gêmeos, trigêmeos...) é imensa, assim como os medos e angústias também surgem nesse momento na vida do casal.


Os pais costumam agir como se os gêmeos, principalmente os idênticos, fossem uma pessoa só, colocando roupas iguais, por exemplo. Porém, esta atitude pode promover uma confusão muito grande para eles, inclusive de identidade. “Não se deve tratar um como réplica do outro, mas sim, cada um deles como único”, diz a psicóloga Maria Elizabeth de Pinho Tavares. É necessário, com isso, que os pais sempre procurem perceber as características individuais de cada um para que possam responder a elas, esclarece Maria Elizabeth.

Não respeitar os gêmeos em suas individualidades, de acordo com Maria Elizabeth, pode lhes proporcionar um incômodo que não é banal. “Possibilitar o desenvolvimento da identidade é o principal. Caso não aconteça, no futuro os gêmeos poderão ter dificuldades em terem vida própria ou fazerem escolhas pessoais e profissionais”, conta.

Assim como eles não devem ser olhados como uma só pessoa, comparações assíduas também não devem acontecer. Os gêmeos terão necessidades e vontades distintas, e isso há de ser preservado. Afinal, eles precisam ter identidades próprias e devem saber que um pode ser diferente do outro.

A psicóloga Maria Elizabeth conta que, às vezes, os gêmeos podem ser tão idênticos que é muito difícil até para os pais saberem distingui-los desde o começo. Porém, isso não justifica que eles sejam sempre confundidos a ponto de não serem chamados pelos seus nomes. Isso pode causar problemas de identidade e, por isso, ela indica que desde o momento em que os pais saírem da maternidade, os pequenos passem a ter uma pulserinha ou algum outro objeto que os diferencie. Isso irá facilitar para que a criança aprenda o nome dela e evitará equívocos no dia a dia como alimentar a mesma criança mais de uma vez, por exemplo.

Sobre a questão dos gêmeos ficarem doentes juntos, para Maria Elizabeth, quando um gêmeo pega uma doença contagiosa como a catapora, por exemplo, é comum que o outro também comece a apresentar os sintomas. “Mas por serem doenças que impliquem em um contágio, e não por serem gêmeos”, explica.

Algumas dicas para as mães de primeira viagem:

- A participação do pai é fundamental no processo.
- Organize horários diferentes para cada um na rotina diária.
- Reconheça as suas limitações e planeje o cuidado de forma mais coerente.
- Estímulos e brincadeiras em conjunto são mais divertidos e eficientes.
- Avós e outros familiares ajudam nos primeiros dias. Se for possível, contrate babás.
- Conte com a ajuda de um pediatra escolhido no pré-natal.
- As diferenças existem e devem ser respeitadas. Nem sempre os gêmeos vão apresentar as mesmas aptidões intelectuais ou físicas.
- Apesar de engraçadinho, vestir roupas iguais dificulta na criação da identidade de cada um. Os brinquedos também devem ser diferenciados.
- No início, identifique os bebês com cor de roupa ou tipo de pulseira.
- Na escola, se puder, matricule-os em salas separadas.

5 de fev. de 2014

Cuidados com a intoxicação das crianças em casa

Práticas simples podem evitar a exposição das crianças a substâncias tóxicas dentro de casa.


Confira a seguir uma lista feita por uma Organização de saúde no Canadá com cinco dicas aos pais para que evitem que seus filhos possam se contaminarem com essas substâncias tóxicas.

Poeira:

Aspirar o pó ou passar pano úmido com frequência para eliminar poeira é a primeira recomendação. A poeira da casa tem concentração de chumbo, que mesmo em níveis baixos, pode prejudicar o desenvolvimento no cérebro.

Produtos de Limpeza:

Os pais podem reduzir o grau de exposição da família a produtos químicos tóxicos ao optar por produtos de limpeza mais ecológicos. O bicarbonato de sódio pode ser usado para esfregar banheiras e pias e o vinagre diluído em água funciona bem para limpar janelas, chão e outras superfícies.
Evitar o uso de purificadores de ar e optar por sabão sem perfume para lavar roupa pode reduzir a exposição das crianças a substâncias químicas usadas na fabricação de fragrâncias, associadas, em estudos, a distúrbios nas funções hormonais.

Cuidados em Reformas:

Quando houver reformas em casa, mulheres grávidas e crianças devem ficar longe das áreas afetadas pela obra. Isso evita sua exposição à poeira resultante da reforma, contaminada por substâncias tóxicas, e aos gases tóxicos liberados por tintas, cola e outros produtos.

Cuidados com Plásticos:

Certos plásticos devem ser evitados, especialmente quando se serve ou guarda alimentos. Os pais devem evitar o uso de vasilhas de plástico ou de embalagens plásticas no micro-ondas, mesmo quando a etiqueta diz que o produto é seguro para uso no micro-ondas.
Comer alimentos frescos ou congelados sempre que possível reduz a exposição ao Bisfenol A, presente na maioria das embalagens de comida e bebida. O produto está associado a uma ampla gama de problemas de saúde, entre eles, problemas de desenvolvimento no cérebro e disfunções endócrinas.
Também alerta-se contra produtos feitos de PVC, também conhecido como vinil. Ele contém um tipo de substância química chamada ftalato, que está associada a diversos problemas de saúde, podem ser encontrados em cortinas de banheiro, babadores, capas de chuva e mordedores para bebês.

Peixe Seguro:

Para reduzir a exposição das crianças ao mercúrio, um metal que é tóxico para o cérebro, é aconselhável que sejam escolhidas variedades de peixe que absorvem menos mercúrio, como cavala, truta, arenque, salmão selvagem ou em lata e tilápia.
Se for servir atum, procure as variedades mais leves do que a variedade de atum branco.

25 de jan. de 2014

1 ano do blog Guia Materno

O blog Guia Materno está comemorando um ano e agradece à todos os leitores que acompanham este trabalho.

Parabéns Guia Materno!!!



23 de jan. de 2014

Como lidar com a cena de choro e birra das crianças

A situação do filho esperneando em meio à uma multidão de pessoas é constrangedor e frustrante, pois faz pensar que não foi educado corretamente. Os pais ficam com um sentimento de vergonha pelo escândalo em público, mas o mais importante é manter a calma e lembrar que ser mãe e pai não é fácil.


A raiva infantil é desencadeada por um desejo não atendido. Os bebês já sentem isso quando estão com fome e a mamada não vem, têm mais frio do que gostariam ou o brinquedo não faz tudo que desejam. 

A agressividade pode vir de um modelo que se tem em casa ou de um amiguinho ou priminho que consegue o que quer fazendo escândalo. Contudo, é a partir da reação dos pais à crise de raiva que a criança opta ou não por se comportar assim em situações semelhantes. 

Na hora da crise de raiva, se for possível, os pais devem sair de perto da criança. Assim, eles têm uma chance de respirar fundo, se acalmar e tomar uma decisão mais consciente. Nas situações em que ela não pode ser deixada sozinha, ela deve ser retirada do ambiente. 
E se a crise de raiva colocar em risco a integridade física da criança ou de outra pessoa, é dever dos pais contê-la fisicamente. Mas atenção: isso é diferente de bater!

Apesar de muitas vezes parecerem a mesma coisa, a raiva é diferente da manha. A manha pode vir de cansaço, sono ou fome e deve ser respeitada. O jeito de diferenciá-las é conhecendo os hábitos do seu filho e excluindo cada uma das necessidades fisiológicas, certificando de que a criança está bem alimentada, descansada e confortável.

Pode parecer uma birra sem fundamento, mas, na maioria das vezes, as crises não começam sem motivos. Pode ter sido uma injustiça, uma promessa não cumprida, uma sensação de vergonha ou mal estar. Por isso seja sempre honesto com seu filho.
Crianças querem e precisam de orientação para seguirem seus caminhos. Não ignore simplesmente uma crise de raiva. Entenda por que ela aconteceu, talvez você tenha prometido aquele sorvete, mas ficou com pressa e nem sequer se deu ao trabalho de fazer a criança entender que não deu tempo de comprá-lo.