17 de jul. de 2014

Alguns cuidados com a pele na gestação

Especialistas dão dicas importantes sobre cuidados com a pele durante a gravidez. Devido às mudanças hormonais, a gravidez exige cuidados especiais com a pele.


As dermatologistas Amy Wechsler e Jessica Krant, listaram algumas dicas para a beleza da pele durante a gestação.

De acordo com Amy, o estrogênio causa mudanças na pigmentação, então ela pode ficar mais escura ou você pode também ter o chamado “melasma”, conhecida como “a máscara da gravidez”. O melasma é caracterizado por áreas escuras, que geralmente aparecem na testa.

Como durante a gravidez os hormônios estão a mil, é normal que apareçam outros problemas como acne e, segundo Jessica, erupções cutâneas acompanhadas de coceira. “A pele pode mudar e se tornar mais sensível a certos ingredientes”, afirma a especialista.

Se você tem uma coceira na pele e nela se formar uma erupção cutânea, você deve mostrar para o seu dermatologista ou ginecologista. Existem vários motivos para a coceira durante a gravidez, mas entre eles também podem estar uma infecção ou alguma reação autoimune.

E embora boa parte das mudanças na pele sejam consideradas normais durante a gestação, Jessica sugere que toda mulher grávida se submeta a exames de câncer em torno dos seis meses para verificar se há algum sintoma mais perigoso.

Depois do nascimento
Ter o bebê não significa necessariamente que os problemas de pele irão sumir. Se você está amamentando, os seus níveis hormonais estão ampliados, então isso pode durar por um tempo. Se não está amamentando, a pele pode voltar ao “normal” cerca de três meses após o parto. Jessica nota que alguns efeitos colaterais – como perda de cabelo e alguns tipos de melasma – podem ser permanentes.

Se a sua pele for seca, hidrate-a, particularmente com produtos sem fragrância ou hipoalergênicos. Enquanto seu médico não liberar alguns tipos de cremes, mantenha-a bem hidratada fazendo banhos de aveia.

4 de jul. de 2014

Problemas de fertilidade podem prejudicar relação sexual

O prazer da relação sexual pode ser afetado quando a reprodução é o maior, e mais complicado, objetivo do casal. Em algumas situações, mulheres com problemas de fertilidade podem apresentar dificuldades em ter relações com o parceiro.


Pesquisadores da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, apresentaram um estudo no encontro da Associação Americana de Saúde Pública que indica que mulheres que passam por tratamentos de fertilização in vitro (FIV) teriam menos satisfação sexual e redução da libido do que as mulheres que não se submetem ao procedimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a infertilidade é definida como a incapacidade de o casal engravidar naturalmente após um ano ou mais de relações sexuais regulares e sem uso de anticoncepcional. Para conseguir a gravidez, então, muitos casais optam pelos processos de reprodução assistida, como a FIV.

"As tentativas por vias naturais já desgastam a relação sexual. O foco do casal é a busca do filho, não o prazer sexual. Essa mudança de foco gera um estresse maior e afeta a relação", afirma Virgínia Toni Felippetti, psicóloga e sexóloga da Clínica Conception, de Caxias do Sul (RS), especializada em reprodução humana.

Os casais que optam pela FIV costumam ter passado por frustrações e desgaste emocional pelas tentativas malsucedidas. A ansiedade em relação ao resultado da FIV também pode ter impacto. "O procedimento em si é bastante desgastante, por causa das expectativas e das taxas de gravidez, que giram em torno de 30%. A falta de desejo sexual é vinculada à ansiedade", comenta a psicóloga.

O estudo aponta que essas mulheres são mais propensas a ter dificuldade de chegar ao orgasmo e apresentar problemas sexuais, como dor ou secura vaginal. Segundo a psicóloga, essas características levam alguns casais a interromper as relações sexuais durante o tratamento, o que pode ter impacto no relacionamento do casal.

"Nem sempre o homem entende isso. Às vezes, ele não aceita muito bem a recusa", diz. Alguns homens, no entanto, também podem apresentar problemas sexuais durante o tratamento, por conta da tensão, como disfunção erétil ou ejaculação precoce.
O relacionamento sexual é muitas vezes deixado de lado nas conversas a respeito do tratamento, mas é importante que ele seja discutido pelo casal e pelos profissionais. Os pesquisadores afirmam que os especialistas em reprodução devem orientar os pacientes sobre as possibilidades de problemas sexuais pelo tratamento e aconselhá-los quando esses problemas se apresentarem, indicando produtos que aliviariam os sintomas, como lubrificantes, ou a ajuda de outros profissionais, como psicólogos ou sexólogos.
"O apoio psicológico é fundamental. É um suporte que a gente dá à pessoa para que ela se desenvolva melhor", acredita Virgínia.

De acordo com a psicóloga, é importante manter relações sexuais, o que fortalece o vínculo afetivo entre os dois, porém elas não devem ser forçadas. "Se ela estiver com dores ou medo, se é algo que vai gerar mais ansiedade, aí a gente orienta que é apenas um período pelo qual eles vão passar. Eles não vão ter o ato sexual, mas podem manter o carinho e o afeto", diz.

6 de jun. de 2014

Qual a idade certa para a criança começar ir na escola?


Especialistas expõem prós e contras de adequar os filhos cedo em uma rotina escolar. Entenda aspectos importantes para tomar a melhor decisão para sua família.


Desde a publicação da lei nº 12.796, em abril de 2013, é obrigatória a matrícula das crianças brasileiras na educação básica a partir dos quatro anos de idade. Muitos pais antecipam-se bastante à legislação e, principalmente por necessidade, colocam seus filhos na escola a partir dos quatro meses de vida, quando acaba a licença-maternidade e algumas mães precisam voltar ao trabalho. 

Para Juliana Boff, coordenadora de ensino integral do Colégio Sion de Curitiba e mestre em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), quando mais cedo o ingresso, mais benefícios para os alunos. “O ambiente escolar propicia uma ampliação dos círculos de relacionamento e situações que não são possíveis em casa. A criança aprende a esperar, a dividir, compreende que não pode fazer só o que quer, mas o que é necessário para a convivência em grupo”, enumera.

Juliana considera que um bom momento para ir para a escola é por volta dois anos. “É quando a criança apresenta autonomia em termos de movimentação. Antes, ela pode precisar de uma estrutura de mobiliário e profissionais especializados que a família só encontrará em um berçário”, justifica.

Sistema imunológico

Do ponto de vista médico, dois anos é a idade mínima para se pensar em expor o filho a um ambiente escolar. “Uma criança saudável tem o sistema imunológico maduro, ou seja, as defesas prontas, com essa idade. As vacinas são tomadas até os seis meses, mas o corpo leva mais um ano e meio, em média, para produzir todas as respostas às doenças que elas impedem”, explica a pediatra Natasha Mascarenhas, diretora da clínica Super Healthy e pós-graduada em emergências pediátricas pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo ela, a criança que entra mais cedo que isso na escola fica muito suscetível a pegar vírus e bactérias dos coleguinhas e até doenças para as quais não está preparada, caso o colégio tenha turmas de alunos mais velhos. “Caso os pais tenham extrema necessidade de deixar o bebê em algum lugar, é melhor escolher um berçário em que todos sejam pequenos”, aconselha. “E se as infecções de repetição, como otite e faringite, começarem a se tornar frequentes e prolongadas, é bom procurar o parecer de um médico”.

Além disso, Natasha pede a atenção dos pais quanto à hiperestimulação que algumas escolas podem impor aos alunos. “Até os cinco anos, a criança não deve entrar em uma rotina de aulas e tarefas. Isso a sobrecarrega. Seu tempo deve ser respeitado”, alerta.

Necessidades individuais

A psicóloga e psicanalista Christine Bruder, diretora do centro de desenvolvimento infantil Primetime Child Development, concorda com a linha de pensamento da pediatra, mas é um pouco mais flexível quanto à idade. “A criança não deveria estar inserida em um contexto escolar, com aulas planejadas e rotinas padronizadas, até os três anos. Suas necessidades são muito individuais e devem ser atendidas com flexibilidade, adaptação, atenção dedicada dentro de pequenos grupos de convívio”, afirma.

Isso é conseguido tanto em berçários especializados quando na própria casa. “Os pais podem criar um ambiente adequado para o desenvolvimento infantil, com materiais que estimulem os sentidos, como blocos e tintas atóxicas, com a possibilidade de ouvir músicas e histórias. A criança precisa ficar no chão, solucionar problemas. E o adulto que a supervisionar não deve fazer as coisas por ela. Deve enxergá-la como um ser inteligente, capaz”, orienta.

É só dos três anos em diante, de acordo com Christine, que a criança passa a entender as dinâmicas de grupo. “A criança começa a lidar melhor com o coletivo a partir dessa idade. O modelo escolar não é coisa para bebês”, diz.

A educadora Juliana Boff, no entanto, defende a presença dos menores na escola. “A criança precisa de orientação para entender as noções de tempo e espaço, e isso deve acontecer em casa e na escola. Ela precisa de rotinas para compreender o funcionamento do mundo à sua volta. É importante saber que tem hora para brincar, para lanchar e para se arrumar para voltar para casa. Isso dá a ela segurança em si e em quem a cerca”, argumenta.

20 de mai. de 2014

Ganho de peso excessivo na gravidez aumenta risco de obesidade da criança

Novas evidências demonstram que o ganho de peso exagerado ou insuficiente da gestante está associado ao aumento do risco de seu filho ser obeso na fase pré-escolar.


De acordo com as normas médicas do Instituto de Medicina dos Estados Unidos, as gestantes que estão abaixo do peso devem ganhar de 13 a 18 quilos, as que têm peso normal, de 11 a 16 quilos, as que estão acima do peso, de 7 a 11 quilos e as obesas, de 5 a 9 quilos.

Os pesquisadores acompanharam 4.145 mulheres desde o período anterior à gestação até seus filhos atingirem de 2 a 5 anos. O estudo foi publicado online no periódico "The American Journal of Obstetrics & Gynecology".

O risco de ter um filho com sobrepeso ou obeso aumentou 46 por cento para as gestantes que ganharam mais peso do que o recomendado, em comparação com as que seguiram as orientações. Os pesquisadores levaram em conta os fatores idade, raça, dieta, nível educacional e índice de massa corporal (IMC) das gestantes antes da fecundação, bem como outras características.

O efeito foi ainda mais acentuado nas gestantes que não estavam acima do peso. Para esse grupo, passar do peso recomendado gerou um aumentou de 79% no risco de ter uma criança obesa e ganhar menos peso aumentou esse risco em 63%.

"Mais da metade das gestantes ganham peso demais durante a gestação", observou Monique M. Hedderson, autora sênior do estudo e pesquisadora da Kaiser Permanente no norte da Califórnia. "Apenas 10 por cento das gestantes ganham menos peso que o recomendado".

6 de mai. de 2014

Como criar uma rotina saudável para seu bebê

Que mãe não sonha proporcionar ao filho autoconfiança, segurança e tranquilidade em todos os minutos de sua vida?


 O passo inicial para uma tarefa tão nobre é simples: criar uma rotina para as principais atividades do dia do bebê.

“Através da rotina a criança se organiza em sua estrutura física e psíquica e se adapta às tarefas diárias. Ela se sente mais segura, pois saber o que vem a seguir diminui muito a ansiedade”, afirma a pediatra Desirée de Freitas Valle Volkmer, chefe do serviço de neonatologia do Hospital Moinhos de Vento. “A rotina permite à criança se desenvolver em seu melhor”.

O sono é a chave para introduzir a rotina ao bebê

Marianne Paiva Carneiro, pediatra da Vaccini – Clínica de Vacinação e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), acrescenta que a rotina é benéfica e necessária por causa da relação entre os “compromissos” do bebê. “Na primeira fase da vida, tudo está interligado. Quando ele não dorme bem, não come nem brinca bem”, exemplifica.

Desde os primeiros dias

Por menor que seja seu filho, pode ter certeza: ele entende a padronização de hábitos. De acordo com as pediatras, as rotinas a serem trabalhadas com as crianças desde o início da vida são os horários de dormir e de acordar, de tomar sol e de tomar banho. A alimentação só entra na agenda a partir do sétimo mês, quando acaba a fase de aleitamento exclusivo – que elas recomendam ser dado por livre demanda, ou seja, sempre que houver fome, impossibilitando o estabelecimento de uma rotina de imediato.

“Bebês acordam cedo, entre 6h e 7h, independentemente do horário em que tiverem ido dormir”, explica Marianne. “Esse é um hábito ao qual os pais precisarão se adaptar. Não adianta colocar o filho no berço à meia-noite, achando que assim ele acordará mais tarde no dia seguinte, porque não vai dar certo. Ele despertará cedinho e terá um dia menos produtivo, em que não comerá direito, não conseguirá ser feliz”, adverte.

A médica sugere que o deitar seja entre 19h e 20h. No grande período em que a criança estiver acordada, deve tomar sol por pelo menos meia hora até as 9h (para evitar a exposição aos raios nocivos do sol) e banho logo depois disso. Quando começar a alimentação pastosa, as refeições principais devem ser ao acordar (café da manhã), ao meio-dia (almoço) e às 18h (jantar). Os lanches serão às 9h, às 15h e pouco antes de dormir (este último é normalmente uma mamadeira). Os intervalos abrigarão sonecas e os momentos de brincadeiras dentro de casa, de acordo com a disposição do bebê.

Esses horários podem ser minimamente alterados para serem ajustados ao cotidiano dos pais, mas as crianças não devem, de maneira alguma, ser submetidas integralmente à rotina dos adultos. “É muito estressante no início da vida”, opina Desirée. Marianne detalha: “Elas acabam se tornando agitadas, nervosas, irritadas”.

Estratégias simples e eficazes

É fácil ajudar o bebê a reconhecer a rotina. Uma boa estratégia, indicada por Marianne, é determinar um hábito que anteceda a rotina em si. Por exemplo: cantar sempre a mesma música para acordá-lo, tirar a roupinha dele antes do banho na mesma ordem todas as vezes, eleger uma cantiga de ninar para repetir diariamente.

“A criança pequena entende e aceita a rotina, pois sabe que precisa dela para viver bem”, afirma a pediatra. “Ela própria relaciona os hábitos repetitivos aos momentos felizes por que passa: dormir bem, ter bom humor, ser calma”.

Correndo atrás do tempo perdido

Os pais que não estabeleceram uma rotina desde o início da vida do filho e agora veem toda a família com horários descontrolados podem perfeitamente recuperar o prejuízo e colocar a casa nos eixos. O primeiro hábito a ser regulado deve ser a hora de dormir. Marianne justifica: “A partir dele, todos os outros vão se encaixando naturalmente, como em uma engrenagem”.

No começo, a criança pequena relutará, brigará com o sono, não quererá ficar no berço mais cedo de jeito nenhum. Manter a calma é muito importante nessa fase. “Os pais precisam entender que a disciplina faz parte da educação dos filhos. Muitas vezes é necessária uma reorganização de toda a família”, diz Desirée.

Quando o sono do pequeno estiver em dia, ele terá mais disposição e será simples dar-lhe refeições e banhos nos horários planejados. Com disciplina mútua, ele ficará mais feliz e toda a família viverá melhor.

Sem estresse e com bom senso

A recomendação de colocar a criança no berço até as 20h não quer dizer que os pais precisem suspender todo e qualquer programa cujo horário extrapole esse limite. Quebrar a rotina de vez em quando está liberado. “Desde que o conforto do bebê esteja garantido, não tem por que sair correndo de um restaurante ou de uma festa porque já se aproxima o horário do sono”, diz Marianne. “Se forem rígidos demais, todos correrão o risco de perder experiências incríveis”.

O que não pode acontecer é essa quebra se tornar um hábito. “A rotina diária e seu cumprimento exigem bom senso para que a família possa garantir o bem estar das crianças. Elas precisam de tranquilidade para um bom desenvolvimento”, finaliza Desirée.

14 de abr. de 2014

Atitudes que ajudam a induzir o trabalho de parto

No final da gravidez vem a ansiedade: já se passaram cerca de 40 semanas e você não aguenta mais esperar para ver a carinha do bebê. Quanto isso vai durar? Apesar das pesquisas científicas serem inconclusivas sobre a eficácia das estimulações naturais, médicos e doulas têm uma lista de procedimentos que você pode fazer para ajudar a chegar mais rápido a hora do parto.


“Quando o bebê estiver pronto para nascer, a mãe vai entrar em trabalho de parto. Por isso, sempre dou uma lista de atividades prazerosas que, depois que o filho nascer, a mulher não vai poder fazer por um bom tempo, como ir ao cinema, jantar com o marido ou fazer uma visita ao cabeleireiro. Assim, a ansiedade fica um pouco controlada”, aconselha Ana Cristina Duarte, obstetriz e coordenadora do GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa). Ela também faz uma recomendação que vale desde o início da gestação. “Se você está decidida a fazer parto normal, procure um médico com alta taxa deste tipo de parto. Tenha certeza que, se ele tiver muitas cesarianas no currículo, vai induzir uma em você”.

E o que a grávida pode fazer para dar uma forcinha para a natureza? Leia algumas recomendações.

Fazer exercícios físicos

Para estimular o início das contrações é preciso mexer a musculatura em volta do útero. “Sempre falta comprar algumas coisinhas para o bebê que vai nascer. Que tal ir andar no shopping?”, sugere Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Você pode também fazer caminhadas perto de casa ou atividades físicas leves, como ioga ou natação (veja aqui outros exercícios recomendados para a grávida ). Faça tudo em um ritmo confortável, com orientação do médico e por quanto tempo aguentar.

Fazer sexo

A relação sexual pode ajudar a induzir o parto de três formas. A primeira é pelo estímulo uterino que os orgasmos provocam. Segundo, pela liberação natural de ocitocina que a atividade gera – em induções clínicas, uma versão sintética deste hormônio é aplicada na gestante. Por último, o sêmen contém prostaglandina, que pode deixar o colo do útero melhor preparado para a dilatação. “Se tiver vontade, pode fazer todos os dias”, diz a doula Cris Balzano – com permissão do médico, claro.

Estimular os mamilos

“Massagens e beliscões suaves nos bicos dos seios estimulam a liberação de ocitocina, hormônio responsável pelas contrações”, explica o ginecologista Eduardo. O recomendado é fazer a estimulação três vezes ao dia, por períodos de uma hora, alternando os lados.

Aquecer-se

A medicina chinesa prega que, para entrar em trabalho de parto, a mulher precisa estar rodeada de calor. Daí vem a ideia de ingerir comida apimentada. É uma ótima desculpa pra visitar aquele restaurante indiano ou mexicano que você adora. Mas cuidado: se você não estiver acostumada com pimenta, pode ter azia e irritação no intestino. Outra forma de esquentar o corpo e, de quebra, ficar relaxada, são os banhos quentinhos . “Não exagere na temperatura, para não sentir tontura”, lembra Cris.

Fazer sessões de acupuntura

Segundo diversas pesquisas feitas desde 1974 em grávidas em fase final de gestação, as agulhas introduzidas em pontos específicos do corpo diminuem o tempo do trabalho de parto. “É uma especialidade médica que surte efeito”, garante Ana Cristina. Procure um médico acupunturista confiável, que tenha experiência com grávidas.

Ter ajuda do obstetra

Ainda sem entrar na área dos remédios químicos, o obstetra tem alguns truques pra acelerar o trabalho de parto. Mas eles só são indicados em casos especiais, quando o bebê ou a mãe correm sérios riscos se o nascimento demorar mais. “É possível descolar a bolsa introduzindo o dedo no colo do útero, induzindo as contrações, ou romper a bolsa amniótica”, explica Eduardo.

1 de abr. de 2014

Será que a cesárea é a única opção?

O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. 


Nem sempre os diagnósticos significam que a única saída é a cesárea. Os argumentos listados abaixo são comumente ouvidos pelas gestantes, mas nem sempre significam que à mãe só resta a opção da cesárea. O ideal é que, em cada caso abaixo, o médico seja claro em relação às porcentagens reais de risco e ofereça informações completas para a escolha da mãe.

- O bebê está com o cordão enrolado
A ocorrência é muito comum e acomete até 40% dos partos, mas esse diagnóstico não é determinante, porque ele se mexe dentro da barriga o tempo todo. A ultrassonografia pode mostrar uma circular que irá se desfazer e o bebê nascer sem circular – ou, ao contrário, o bebê pode não apresentar circular no ultrassom e nascer com circular. “O bebê não ‘respira’ como nós, ele está em um meio líquido, seu pulmão é fechado e sua oxigenação é através do cordão umbilical. Ao nascer e observar a presença de circular, apenas retira-se, como um ‘cachecol’, pela cabeça ou corpinho”, explica a obstetra Mariana Simões.

- Você está com a pressão alta ou está com a pressão baixa
A pressão baixa é comum na gravidez, não requer nenhuma medida drástica. Já a pressão alta pode levar a uma interrupção da gestação – não necessariamente cirúrgica. “Isso pode ser feito através da indução de um parto normal”, explica a Andrea Campos. Os obstetras podem se utilizar de hormônios ou procedimentos mecânicos, como o rompimento artificial da bolsa ou exames de toque vigorosos.

- O bebê não está encaixado
O posicionamento correto do bebê pode acontecer só durante o trabalho de parto. São as contrações efetivas que fazem com que ele “desça” e se encaixe.

- O bebê passou do tempo
“Bebês não ‘passam do tempo’, apenas têm um tempo diferente de maturidade. Segundo estudos mais recentes, após 41 semanas e 1 dia deve haver acompanhamento, mas não interrupção com cesárea”, diz Mariana. De qualquer forma, mesmo nestes casos a solução não é só a cesárea – também dá para acelerar ou induzir o trabalho de parto.

- Os batimentos do bebê estão acelerados
Bebês dormem e se movimentam. Como nós, se dormimos ou estamos em repouso, há uma queda do batimento. Se nos agitamos, os batimentos se aceleram. Agora, se há uma aceleração persistente e foram excluídas causas fisiológicas – como taquicardia ou febre da mãe – pode ser indício de sofrimento fetal. “Neste caso, a cesariana pode ser necessária”, alerta Andrea.

- A cabeça do bebê é muito grande
A desproporção céfalo-pélvica é um motivo real para escolher pela cesariana, mas o problema está no diagnóstico. O problema acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela parte mais estreita da bacia da mãe, mesmo quando a dilatação do colo uterino já é total. Por isso, é recomendável que mesmo quem opta pelo parto normal tenha uma estrutura de hospitalar à disposição.

- O bebê é muito grande
A ultrassonografia não é precisa para determinar o peso do bebê. Mesmo assim, bebês com mais de 4 kg ainda podem nascer de parto normal. “Desde que a mãe não tenha uma diabetes descompensada, isso não é problema. O bebê geralmente tem o tamanho que passaria pela pelve”, conta Andrea.

- Você já fez uma cesárea anteriormente
Muitas mulheres ficam surpresas e não acreditam que, mesmo depois de terem passado por uma cesárea, podem ter o segundo filho de parto normal . “Com até duas cesáreas anteriores, os riscos reais em trabalho de parto natural (sem indução farmacológica) é de cerca de 0,5%. Já com três cesáreas anteriores, pode-se haver até 5% de riscos de ruptura uterina e esse número para a medicina é considerado um valor alto”, descreve Mariana.

- Você não tem dilatação
Antes do trabalho de parto, é normal não haver dilatação. Em geral, o colo só se dilata significativamente durante o processo. O que caracteriza o trabalho de parto são as contrações regulares a cada três minutos, com duração de em média três minutos. Antes disso, não há razão para esperar uma dilatação.

- Você está constipada
“A constipação intestinal não exerce nenhuma influência sobre o parto”, garante Andrea. Nesses casos, complicações da cesárea podem agravar o quadro, já que o intestino pode ficar paralisado por algum tempo.

Quando a cesárea é necessária:

A maioria das justificativas aparecem só durante o trabalho de parto. E mesmo as cesáreas marcadas podem esperar este momento para ter certeza que o bebê está pronto para vir ao mundo. 
Veja alguns motivos que podem levar à cesariana e entenda porque, nestes casos, a intervenção cirúrgica é melhor:

- Estado Fetal Intranquilizador (sofrimento fetal): quando o bebê não está bem e o nascimento precisa ocorrer prontamente.
- Apresentação córmica: quando o bebê está atravessado no momento do trabalho de parto.

- Hemorragias maternas no final da gravidez: podem ocorrer por descolamento da placenta (quando a placenta descola antes de o bebê nascer) ou placenta prévia (quando a placenta recobre o colo do útero). As duas pedem uma cesárea. Mas sangramentos pequenos podem acontecer também pela dilatação do colo do útero e, neste caso, não há necessidade de cirurgia.

- Mãe portadora do HIV: pesquisadores do International HIV Group analisaram diversos estudos e concluíram que as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê diminui em 50% se feita a cesariana programada.

- Apresentação pélvica em primigesta (bebê sentado em mulheres que nunca pariram): o bebê pode nascer sentado, mas nestes casos o risco relativo do parto normal é maior que o da cesárea.

- Herpes genital com lesão ativa: há maior chance de o bebê se infectar durante o parto normal do que na cesariana eletiva.

- Prolapso de cordão: o cordão sai antes do bebê. O problema é que quando o bebê passa pelo canal, quando feito o parto normal, provoca uma pressão no cordão, impedindo a passagem de sangue para a criança.

21 de mar. de 2014

Com quem deixar o bebê ao voltar para o trabalho

Chega o momento em que papais e mamães terão que decidir com quem o bebê ficará quando a licença-maternidade chegar ao fim.
Com exceção das mulheres que poderão ficar por um tempo mais longo em casa ou até mesmo deixar do trabalho para se dedicarem aos filhos, a dúvida surge aos casais que procuram equilibrar as suas possibilidades com a vontade de fazer o melhor pelo seu filho.



As escolhas mais comuns costumam ser deixar a criança em creches ou escolinha, com babás ou com as avós. Além disso, questões como a disponibilidade financeira, a existência de um outro irmão e a proximidade da residência com as avós contam na hora de optar.
Abaixo, um balanço das vantagens e desvantagens e o que deve ser levado em conta na hora de avaliar cada opção.

Creche ou escolinha
Vantagens:
- Têm preço variável e que atendem a diversos perfis financeiros.
- Possuem flexibilidade de horário. Nessas escolas, a mãe pode escolher um período de acordo com o tempo que fica fora de casa.
- Segurança, pois diversas pessoas vigiam as crianças e o ambiente é adaptado para elas, diminuindo o risco de acidentes e maus tratos. 
- Estabilidade, porque a escolinha ou creche é uma instituição que atende a várias crianças, e se uma cuidadora faltar, alguém vai substituí-la e a mãe não vai ficar desamparada.
- Convívio com outras crianças, fazem com que aprendem, se divertem e também se desenvolvem mais quando observam os amiguinhos. 
- Leva e traz. Em tempos de congestionamentos garrafais, levar e buscar as crianças na escola pode ser um martírio. Para evitar atrasos e perda de tempo no trânsito, é indispensável escolher uma escola perto de casa, pelo menos até a criança ter idade para andar no transporte escolar.

Desvantagens:
- Contágio de doença é a maior reclamação dos pais de crianças em escolinhas, principalmente das que ainda não completaram um ano de vida. O médico pediatra homeopata José Armando Macedo, diz que o sistema imunológico infantil está em formação até os três anos de idade e que frequentar a escolinha ou a creche antes disso vai acarretar em alguns períodos de doença.
- A adaptação na escolinha depende de como é feita a transição do convívio com a mãe para a escola e também do perfil da criança. Para Adela Stoppel de Gueller, professora do curso de formação em psicanálise da criança, diz que, não só na escola, mas em qualquer caso, a transição gradual é melhor. “É bom que a mãe fale bastante com o bebê lhe contando que em breve vai sair para trabalhar e que vai deixá-la com tal pessoa, mas vai voltar e ficar junto novamente. 

Babá
Vantagens:
- Praticidade. Não é preciso deslocar a criança para outro ambiente ou enfrentar trânsito. A babá respeita um horário pré acordado com a família, que seja vantajoso para a mãe poder trabalhar.
- Cuidado exclusivo. Se a criança tiver mal estar, estiver suja ou com fome, ela será prontamente atendida, o que é especialmente importante nos primeiros meses de vida.
- Prevenção de doenças. Além de a criança estar em um ambiente conhecido e familiar, é mais fácil controlar o contágio de doenças, com a manutenção da limpeza e limitando o contato com outras pessoas.

Desvantagens:
- Falta de confiança. Se a mãe não tiver confiança de que a criança será bem cuidada, é melhor optar por outra forma de auxílio.
- Custo. A opção por babá é a mais cara, especialmente se a mãe procura alguém com referências, bem treinado e realmente especializado.
- Transferência e relação íntima com a babá. Não são raros os casos de babás que querem agir como mães e mães que temem perder o amor dos filhos para a babá.
- Faltas e trocas. Quando a babá é a única pessoa que pode ficar com o bebê na ausência da mãe, é indispensável que ela seja uma profissional dedicada e responsável. Mesmo assim, imprevistos podem acontecer e, se a babá faltar, a mãe inevitavelmente faltará no trabalho também. Babá mal escolhida ou mal treinada pode levar a sucessivas trocas, o que gera um grande desconforto para o pequeno.

Avós
Vantagens:
- Confiança. Quando a criança vai ficar sob os cuidados de um parente, os pais ficam relaxados por saber que o bebê está com alguém que vai tratá-lo bem.
- Horário flexível. Para profissionais que não têm uma rotina de horário, deixar com a avó pode ser uma mão na roda, já que não é preciso contar com limitações de horário, diariamente. Se algum imprevisto acontecer, a criança pode até dormir fora.
- Carinho. Os parentes e especialmente os avós têm fortes laços afetivos com o bebê, o que é garantia de que ele será tratado com amor. Adela afirma que, no caso dos bebês bem novinhos, a avó é a melhor opção.
- Baixo ou nenhum custo. Ainda que seja possível que os pais negociem uma ajuda de custo para que avó cuide do neto, essa opção sem dúvida é a mais em conta das três.

Desvantagens:
- Estímulos limitados. Ainda que a avó seja muito dedicada, quando a criança começa a andar é difícil acompanhar o pique. Muitas vezes recursos como TV passam a ser utilizados para a criança “dar uma folguinha”. Se a criança não tem irmãos ou primos que dividem a guarda da avó nesse período, o convívio com outras crianças também fica limitado.
- Mimo e falta de disciplina. Muito se fala que o papel dos avós é “estragar” os netos – e isso não chega a ser um problema quando acontece ocasionalmente. Ainda que muitos deles possam ser aliados na hora de educar os netos, se a avó ou avô não concordam com alguma limitação ou norma estipulada pelos pais, é bem provável que elas não sejam seguidas no dia a dia da criança, o que certamente vai atrapalhar sua educação.

12 de mar. de 2014

Como lidar com o ciúme do primogênito com a chegada do irmãozinho

O segundo filho nasce e, então, surge de fato uma nova realidade. Se durante a gravidez tudo correu tranquilamente com o primogênito, na maternidade e nos primeiros dias com o irmãozinho em casa a história muda e, mais uma vez, as mães se veem em busca de novas estratégias de amparo ao primogênito.


 Levar um presentinho em nome do irmão que acaba de chegar é uma tática comum de muitas mães. Dar um boneco, no caso das primogênitas, para as filhas se familiarizarem com um menino, também acontece. “Apesar de não fazer um mal específico, encher a criança de presentes não ameniza os ciúmes e a rivalidade, que são completamente normais em qualquer ser humano. Estes sentimentos tem que ser expressados pela criança para ela poder suportá-los”, explica Ana Cristina Marzolla, psicóloga e professora doutora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

A amamentação, por exemplo, pode ser um dos momentos mais “dolorosos” para o irmão mais velho. Como nesta hora a mãe dificilmente é capaz de se desdobrar para dar atenção aos dois, é comum as crianças mais velhas sentirem vontades imediatas, como querer fazer xixi ou ficar repentinamente com fome, só para desviar o olhar da mãe. E é comum também a mãe se sentir em uma verdadeira emboscada.

Se cada filho é uma história, não adianta colocar um e outro nos diferentes lados da balança em busca de um equilíbrio. E muito menos achar que é possível lidar com os dois filhos da mesma maneira. Segundo os psicólogos, as mães precisam confiar na sua própria percepção. E segundo as mães, quanto antes isso ocorrer, melhor.

Honestidade e atenção especial ajudam os mais velhos a receber melhor os irmãos caçulas. Se o nascimento do primeiro filho traz à tona um turbilhão de novidades, a chegada do segundo estimula expectativas e ansiedades bem diferentes. Os pais já se sentem bem mais seguros na execução dos cuidados diários – troca de fraldas, banhos, amamentação – e até mesmo a razão dos choramingos é mais facilmente identificada. O que há de novo mesmo neste cenário é o comportamento do primogênito.

Crises de ciúmes, rivalidade, “retrocesso”, agressividade e birras são algumas manifestações pela “perda do trono”. Nessa hora, é muito comum as mães se sentirem divididas e ao mesmo tempo sobrecarregadas. Mas, como alerta a psicóloga Débora de Oliveira, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Infância e Família (NUDIF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os pais devem ser tolerantes com a criança neste período de maior estresse para ela. “Estes comportamentos tendem a ser abandonados gradativamente, caso não haja uma supervalorização dessas atitudes por parte dos pais”, ressalta.

Dicas de especialistas na área infantil e de família devem ser consideradas, principalmente quando a insegurança fala mais alto que a própria intuição. Mas como, quando se trata de filhos, não existem fórmulas mágicas nem manuais, vale apostar na experiência espirituosa de mães que souberam preparar muito bem o terreno do primogênito para a chegada do caçula.

Desenhar na barriga, tirar fotos com a mãe e ser o porta-voz da chegada do irmãozinho também são atitudes que ajudam o primeiro filho a se sentir tão importante e fundamental quanto o irmãozinho que está para chegar.

E se, apesar de todos os esforços, vier a pergunta: para quê outro filho? “Uma boa resposta é dizer que foi tão gostoso, tão bom ser mãe dele ou dela (do primeiro filho), que a mamãe quis ter outro. A chegada do segundo deve ser valorizada como uma experiência muito legal”, conclui Ana Cristina Marzolla, psicóloga e professora doutora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.