21 de nov. de 2013

Dicas para amenizar os desconfortos na gravidez

No período da gestação, o corpo da mulher experimenta mudanças que incomodam, como enjoos, inchaços e dificuldade para encontrar uma boa posição para dormir. O aumento de peso, dependendo da intensidade, pode piorar a situação.


E quanto mais a mulher engordar, mais sentirá essas alterações. O adequado é aproximadamente 12 quilos, gradativamente ao longo dos nove meses, para não ter complicações tão drásticas”, afirma Maria Luisa da Rocha Mendes, ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Manter uma dieta balanceada e rica em vitaminas, ela orienta, é o primeiro passo para amenizar qualquer desconforto natural dessa fase.

A coordenadora do serviço de fisioterapia e reabilitação postural do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral, Jacqueline Bertagna do Nascimento, recomenda que a gestante também tenha uma rotina de alongamentos e atividades físicas para aliviar as tensões do corpo. “O ideal é não deixar para fazer isso só quando descobrir que está grávida. Quando começar a planejar ter um filho, já é bom adotar esse hábito”, diz.

As especialistas listam as dez principais reclamações das gestantes, explicam suas causas e dão dicas para tais condições serem melhoradas. Em algumas, será necessária a ajuda de profissionais. Em outras, a própria mulher poderá providenciar seu conforto até a chegada do bebê. E, na dúvida, não hesite em conversar com o obstetra que estiver fazendo seu pré-natal.

1º - Enjoo - Qual é a causa? As alterações hormonais da gravidez diminuem a motilidade do aparelho digestivo, ou seja, deixam-no mais lento.
Como amenizar? Faça refeições menores e de três em três horas. “É até bom a mulher adquirir esse costume, porque depois terá que amamentar o bebê nesse mesmo intervalo”, ressalta Maria Luisa. Não descuide da hidratação e beba o máximo possível de líquidos. Não caia na tentação de tomar algum remédio porque ele foi bom para uma amiga ou parente; qualquer medicamento deverá ser prescrito pelo seu obstetra. 

2º - Dor nas costas - Qual é a causa? Quanto mais a barriga cresce, mais para a frente vai o centro gravitacional do corpo da mulher. “A gestante tende a jogar o bumbum para cima para suportar o peso, mas isso acarreta em uma hiperlordose e em dores na região lombar”, esclarece Jacqueline.
Como amenizar? Faça caminhadas de 15 a 30 minutos pela manhã, tomando o cuidado de não empinar o bumbum. A tendência é que essa postura seja mantida ao longo do dia e a dor não se manifeste. Se não for suficiente e o incômodo persistir, consulte um fisioterapeuta para aprender técnicas de alongamento ou faça aulas de reeducação postural global (RPG) específicas para gestantes.

3º - Azia - Qual é a causa? Azia segue a mesma causa do enjoo: alterações hormonais da gravidez deixam o aparelho digestivo mais lento.
Como amenizar? Com bebidas geladas – água ou suco. “Tomar um picolé de frutas também é uma boa ideia, especialmente para quem passa parte da gravidez no verão”, sugere Maria Luisa.

4º - Dor nas pernas - Qual é a causa? O aumento do peso da barriga causa uma compressão natural dos vasos sanguíneos da região da virilha, prejudicando a circulação sanguínea de todo o corpo.
Como amenizar? Alguns exercícios simples podem ser feitos em casa ou no escritório, como ensina Jacqueline: “Desenhe um círculo no ar com as pontas dos pés, aponte-as para a frente e para trás. Se puder, faça isso o tempo todo enquanto estiver sentada”. Quando deitada, coloque uma almofada sob os pés de modo que eles fiquem mais altos que os quadris, para estimular a circulação. Se a dor não passar, faça sessões de drenagem linfática com um profissional experiente no tratamento de gestantes.

5º - Inchaço - Qual é a causa? Assim como para dor nas pernas, a causa do inchaço é a compressão natural dos vasos sanguíneos da região da virilha, provocada pelo aumento do peso da barriga. Isso prejudica a circulação sanguínea de todo o corpo.
Como amenizar? Sessões de drenagem linfática são excelentes para diminuir o inchaço de todo o corpo. Tenha apenas o cuidado de escolher um profissional experiente no tratamento de gestantes. Além disso, quando sentada, apoie os pés sobre um banquinho, para que eles fiquem levemente suspensos; quando deitada, coloque uma almofada sob os pés de modo que eles fiquem mais altos que os quadris, para estimular a circulação. Roupas e acessórios também podem ajudar a diminuir o desconforto. “Prefira sapatos largos, sem salto e que não apertem os pés. As roupas devem ser folgadas e com elásticos, de tecidos confortáveis. E evite usar anéis nos últimos meses”, aconselha Maria Luisa.

6º - Dificuldade para encontrar posição para dormir - Qual é a causa? O peso da barriga.
Como amenizar? A postura preferencial é de lado. Jacqueline orienta que a gestante coloque uma almofada sob a barriga, uma sob os seios e outra entre os joelhos para que todo o corpo fique alinhado e, assim, evitem-se dores na coluna.

7º - Calor ou frio excessivo - Qual é a causa? A mulher fica mais sensível durante a gestação, e sua temperatura corporal pode subir ou baixar até meio grau, dando-lhe a impressão de que está mais quente ou mais frio do que a realidade.
Como amenizar? Essa sensação térmica não tem nada a ver com doenças, então tomar remédios está fora de cogitação. “Para aliviar o calor, o melhor é hidratar-se e usar roupas fresquinhas e arejadas. Se o problema for frio, agasalhar-se bem, na medida de seu bem-estar”, diz Maria Luisa.

8º - Dor no pescoço - Qual é a causa? Estresse e má postura diante do computador.
Como amenizar? Em primeiro lugar, procure não ficar estressada à toa. “Estar relaxada é bom tanto para diminuir as dores no pescoço quanto para produzir os hormônios necessários para o parto e para a amamentação”, explica Jacqueline. Também mantenha as costas eretas quando estiver sentada diante do computador e ajuste a tela para a altura de seus olhos. Se o incômodo for muito grande, recorra às massagens localizadas. Vale aqui a mesma ressalva da drenagem linfática: procure um profissional especializado no tratamento de gestantes.

9º - Constipação (intestino preso) - Qual é a causa? As alterações hormonais da gravidez diminuem a motilidade do aparelho digestivo, ou seja, deixam-no mais lento, o que prejudica a evacuação.
Como amenizar? Coma frutas com bagaço, alimentos ricos em fibras (milho, feijão, abacate, aveia e brócolis, entre outros) e beba bastante água. Todas essas atitudes ajudam no funcionamento regular do intestino. “Evacuar pelo menos uma vez por dia durante a gestação também é importante para diminuir o risco de hemorroidas nas mulheres que tenham tendência”, ressalta Maria Luisa.

10º - Sonolência durante o dia - Qual é a causa? Uma proteção hormonal do organismo para que a mulher resguarde o corpo enquanto estiver gestando o bebê.
Como amenizar? Não tem jeito: é necessário descansar algumas vezes ao longo do dia. “Mesmo que não possa dormir ou cochilar, a grávida deve pelo menos diminuir o ritmo por alguns minutos quando sentir esse cansaço inesperado”, recomenda Maria Luisa.

18 de nov. de 2013

Mulheres que se exercitam durante a gravidez pode deixar o bebê mais inteligente

Os pesquisadores definiram aleatoriamente dez mulheres grávidas que fariam parte de um grupo praticante de exercícios e oito para um grupo que não faria atividade física. 

O período para o início da prática de exercício foi o começo do segundo trimestre de gestação. Foi pedido ao grupo ativo para se envolver em pelo menos 20 minutos de exercício cardiovascular três vezes por semana em intensidade moderada, o que significa que as gestantes teriam pelo menos uma ligeira falta de ar.


Entre os exercícios adotados pelas mulheres estavam caminhada, corrida, natação e andar de bicicleta, segundo a pesquisadora Elise Labonte-Lemoyne, da Universidade de Montreal. 

O estudo canadense constatou que "com 10 dias de vida, bebês já apresentam um cérebro mais maduro quando suas mães se exercitam durante a gravidez", segundo Elise.

Outros estudos já tinham descoberto benefícios para a saúde de recém-nascidos e crianças mais velhas quando as mães praticavam exercícios durante a gravidez, disse a pesquisadora.

Em média, o grupo de treino cronometrou 117 minutos de exercícios por semana e no grupo sedentário foram 12 minutos semanais. Usando um aparelho que registra a atividade elétrica do cérebro, os pesquisadores mediram a atividade cerebral dos recém-nascidos durante o sono dos bebês, que tinham entre 8 e 12 dias de vida. Eles se concentraram na capacidade do cérebro em reconhecer um novo som, esclareceu Elise Labonte – LeMoyne.

Os pesquisadores descobriram que os bebês cujas mães se exercitaram mostraram uma ligeira vantagem. "O cérebro é mais eficiente, pode reconhecer o som com menos esforço", explicou a pesquisadora.

As diferenças podem ser refletidas em uma vantagem de linguagem mais tarde na vida, especula Elise. Os pesquisadores continuam acompanhando o desenvolvimento das crianças até um ano de idade para ver se a vantagem permanece.

Segundo diretrizes do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas, mulheres com gestações que não apresentam complicações e são atletas recreativas ou profissionais podem permanecer ativas durante a gravidez, alterando sua rotina, se necessário, segundo orientação médica. As mulheres que estavam inativas antes de engravidar ou que têm complicações médicas relacionadas à gravidez devem ser avaliadas por seus médicos para dar início à prática de exercícios físicos.

11 de nov. de 2013

HPV: saiba o que é e qual o tratamento

O Papilomavírus humano ou HPV é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais frequente no mundo.

São vírus capazes de induzirem a formação de verrugas, principalmente em pênis, escroto, ânus, vagina e colo do útero.


Como é contraído o HPV?
A transmissão do Papiloma Vírus Humano (HPV) é por contato direto com a pele infectada.  Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.
A transmissão do  HPV se faz por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A maioria das vezes (95%) são transmitidos através da relação sexual, mas em 5% das vezes poderá ser através das mãos contaminadas pelo vírus, objetos, toalhas e roupas, desde que haja secreção com vírus vivo em contato com pele ou mucosa não íntegra.
Há alguma diferença na transmissão entre homens e mulheres?
A transmissão da infecção pelo HPV independe do sexo, sendo facilmente transmitidas do homem para a mulher e vice-versa e até mesmo nas relações homossexuais. Entretanto, devido às características genitais diferentes, as manifestações e complicações desta infecção são mais frequentes nas mulheres.

Os HPV são facilmente transmitidos?
A taxa de transmissibilidade depende tanto dos fatores virais quanto do hospedeiro, mas de uma forma geral, o risco de transmissão é de 65% para as lesões verrucosas e 25% para as lesões sub-clínicas. Como nas infecções latentes não há expressão viral, estas infecções não são transmissíveis. Porém, a maioria das infecções são transitórias. Na maioria das vezes, o sistema imune consegue combater de maneira eficiente esta infecção, alcançando a cura, com eliminação completa do vírus, principalmente entre as pessoas mais jovens. A maioria das pessoas infectadas com o HPV desenvolvem anticorpos que poderão ser detectados no organismo, mas nem sempre estes são suficientemente competentes para proteger contra uma nova infecção.

O que acontece quando tenho o HPV?
Em 80% dos casos a infecção é subclínica, ou seja, não aparecem verrugas visíveis ao exame clínico. Nos outros 20% ocorrem aparecimento de placas ou verrugas genitais e/ou anal, que precisam ser avaliadas por um especialista para o correto diagnostico.
É importante ressaltar que a maioria das infecções é combatida pelo nosso organismo, mas em alguns casos não é o suficiente para eliminar os vírus, podendo o indivíduo se tornar portador crônico, sem manifestações clínicas da doença.

Como é o diagnóstico e tratamento do HPV?
É feito através da historia clinica, exame físico e avaliação laboratorial (citopatologia) das lesões encontradas. No caso das lesões subclínicas, exames específicos (captura híbrida) podem ajuda a diagnosticar, porém somente são realizados quando existem indicações.
Na mulher, o exame preventivo ginecológico é fundamental devido à forte associação com o câncer de colo do útero.
O tratamento pode ser feito de varias maneiras, sendo individualizado para cada caso. Somente após avaliação especializada é definida a conduta a ser adotada.

Em que locais do corpo são encontrados os HPV?
As lesões clínicas mais comuns ocorrem nas regiões ano-genitais como vulva, vagina, ânus e pênis. Porém, esta infecção pode aparecer em qualquer parte do nosso corpo, bastando ter o contato do vírus com a pele ou mucosa com alguma lesão (não íntegra). Manifestações extra-genitais mais freqüentes são observadas na cavidade oral e trato aéro-digestivo, tanto benignas quanto malignas. Uma lesão particularmente agressiva ocorre em crianças ou adolescentes que foram contaminados no momento do parto, desenvolvendo lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe (papilomatose laringéia recorrente), sendo necessário inúmeros tratamentos cirúrgicos.

Como são essas infecções?
As lesões clínicas mais comuns na região genital masculina e feminina são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como "crista de galo" ou “cavalo de crista”. Já as lesões sub-clínicas não apresentam qualquer sintomatologia, podendo progredir para o genital caso não sejam diagnosticadas e tratadas precocemente.                           

Qual é o risco de desenvolver câncer do colo de útero?
Estudos epidemiológicos têm mostrado que, apesar da infecção pelo papilomavírus ser muito comum ( média de 25% das mulheres brasileiras estão infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (1%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV de alto risco oncogênico irá desenvolver o câncer do colo de útero.

Há algum fator que aumenta o risco de desenvolver câncer do colo de útero?
Sim. Fatores que estarão associados à alteração da resposta imune em nosso organismo, tais como múltiplas gestações, uso de contraceptivos orais de alta dose por tempo prolongado, tabagismo, infecção pelo HIV, quimioterapia, radioterapia, tratamento com imunossupressores e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes simples e chlamydia).

Como se previne esta infecção ?
Como a forma mais freqüente de aquisição da infecção é sexual, as medidas de prevenção das DST são as  mais importantes, tais como:
Uso do preservativo (camisinha) nas relações sexuais.
Evitar ter muitos parceiros ou parceiras sexuais.
Realizar exame ginecológico periódico (ideal a cada 6 meses).
Realizar o exame de Papanicolaou pelo menos uma vez por ano.
É importante ressaltar que o uso do preservativo, apesar de prevenir a maioria das DST, não impede totalmente a contaminação pelo  HPV, pois, freqüentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (raiz da coxa, perianal, etc).

O que é a vacina contra o HPV?                                                                
A vacina anti-HPV é um produto manufaturado pelas técnicas atuais de engenharia genética. Produzida através do gen do HPV que sintetiza a cápsula do vírus em laboratório, a vacina anti-HPV (monovalente, bivalente ou quadrivalente) nada mais é do que a cápsula do vírus sem o conteúdo genético (portanto, incapaz de induzir infecção) que é inoculado no indivíduo para estimular a produção de anticorpos que irão proteger contra a infecção no momento do contato com o vírus.

Como ela funciona?
Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

Como ela é feita? Existe risco de infecção pela vacina?
Não, este risco não existe. No desenvolvimento da vacina conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV que o codifica para a fabricação do capsídeo viral (cápsula viral - parte que envolve o genoma do vírus). Depois, usando-se células vivas como um fungo (Sacaromices cerevisiae),insetos ou bactérias obtem-se apenas a “capa” do vírus, que em testes preliminares mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em seres humanos. Essa “capa” viral, sem qualquer gen em seu interior, é chamada de partícula semelhante a vírus ( em inglês, vírus like particle – VLP). O passo seguinte foi estabelecer a melhor quantidade de VLP e testá-la em humanos, capaz de prevenir as lesões induzidas pelos diferentes tipos de  HPV.

Quais os riscos da infecção por HPV em mulheres grávidas?                        
A infecção HPV não interfere na  formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após a análise individual de cada caso. As mulheres infectadas pelos HPV que causam verrugas genitais (principalmente HPV 6 e 11) apresentam um risco mínimo de transmissão destes vírus para seu bebê que poderá desenvolver estas lesões no trato respiratório (papilomatose respiratória recorrente).

É necessário que o parceiro sexual também faça os exames preventivos?
O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher com infecção por papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. A infectividade deste vírus é em média de 65%. Obviamente, a continuidade da exposição irá aumentar progressivamente este risco. De qualquer forma, em caso de dúvida, recomenda-se procurar um médico para um exame mais detalhado.

Que fatores podem acelerar a progressão da infecção HPV para uma lesão tumoral?
A progressão da infecção HPV para lesões pré-cancerosas e câncer está  condicionada a fatores relacionados ao vírus (tipo do vírus, quantidade viral, persistência da infecção) e fatores relacionados ao hospedeiro, relacionados principalmente à imunidade (tabagismo, uso de contraceptivos orais de alta concentração hormonal par muitos anos, multiparidade, imunossupressão).

Todos os tipos de papilomavírus podem se transformar em um tumor maligno?
Não. Os tipos mais comumente associados às verrugas, na sua grande maioria, não são os mesmos encontrados nos tumores malignos. Daí a classificação dos HPV em tipos de baixo e de alto risco oncogênico. Assim, os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção de tumores malignos. Os vírus de alto risco (HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros) têm probabilidade maior de persistir e estar associados a lesões malignas.

30 de out. de 2013

Vitaminas essenciais na gravidez

Uma alimentação adequada e rica em vitaminas é essencial durante a gravidez. Muitas vitaminas podem ser encontradas em frutas e legumes frescos, mas algumas podem ser completadas através de medicação. Saber quais vitaminas são fundamentais, ajudará você a ter uma gravidez saudável. 


Alguns nutrientes, por desempenharem papel fundamental na saúde da mãe e do bebê, ganham destaque e, portanto, não podem faltar no dia-a-dia da gestante, veja quais são:


  Ácido Fólico




É importante para a formação do tubo neural, prevenindo mal-formações no cérebro e na espinha dorsal. Além disso, evita anemia porque ajuda na produção de glóbulos vermelhos, permite o rápido crescimento da placenta e do feto. É encontrado principalmente nos vegetais de folhas verdes, feijão, frutas cítricas, lentilha, brócolis, ervilha. Também é recomendado tomar suplementos três meses antes de engravidar e no primeiro trimestre.




 Vitamina A
                                       

Além de possibilitar o melhor aproveitamento do cálcio, contribui para o desenvolvimento das células e crescimento ósseo.
É importante também para a visão, pele e imunidade da gestante. As principais fontes são leite e derivados, vegetais amarelos, laranja, manga, abacaxi, mamão, fígado e gema de ovo.




Vitaminas do Complexo B

 

Atua no metabolismo e processo energético. Estudos mostram que a vitamina B6 diminui os vômitos e a incidência de pré-eclâmpsia e diabetes. A vitamina B12 ajuda na síntese do sangue e sua ausência causa anemia. 
Pode ser encontradas em carnes, leguminosas, leite e ovos.







 Vitamina C


Aumenta a absorção do cálcio e ferro, fortalece o sistema imunológico, atua nos hormônios esteróides e é essencial para a formação do colágeno. A deficiência enfraquece a imunidade da gestante e o tecido vascular.
Encontrada em frutas cítricas como laranja, lima, limão, nectarina, acerola, manga, ameixa, pimentão e verduras.






Vitamina D



O sol juntamente à vitamina D contribui para fixar o cálcio e fósforo no organismo.
As principais fontes são peixes, laticínios, fígado e gema de ovo.







 Vitamina E





Com ação antioxidante, reduz o risco das hemácias, encontradas no sangue, romperem. Além disso, ajuda na absorção de vitamina A.
As principais fontes são o gérmen de trigo e óleo de semente de girassol.




Vitamina K




Promove o funcionamento dos músculos e combate incômodos comuns da gravidez como as cãibras.
A principal fonte é a banana, mas também é encontrada na melancia, melão, abacate, frutas cítricas e secas, legumes e vegetais.





Ferro


É essencial para a formação dos músculos, transporta oxigênio para o feto e atua na formação das células sanguíneas do feto. A necessidade deste nutriente dobra na gravidez. A carência ocasiona anemia na gestante, infecção e parto prematuro. É encontrado, principalmente, nas carnes vermelhas, fígado, ovos e vegetais verde-escuros.




    Zinco
                                                

Ajuda na cicatrização, melhora a imunidade e é essencial para o crescimento. 
A ausência acarreta maior incidência de parto prematuro e restrição de crescimento fetal.
As ostras, carnes, iogurte e os cereais são fontes ricas do mineral.


 Cálcio 
                                               
Responsável pela formação do esqueleto e botões dentários do bebê. Também reduz o risco de pré-eclâmpsia na gravidez e ajuda no metabolismo. Há um acréscimo diário de 50% para suprir as necessidades da mãe e do bebê. Sua falta pode ocasionar mal-formação óssea e dentária do feto. Para a gestante, a carência traz problemas na dentição e cãibras.É encontrado no leite, iogurte, queijo, gema de ovo e cereais integrais.


 Magnésio


Ativa as enzimas e o metabolismo celular e atua no crescimento dos tecidos.
É encontrado em verduras, leguminosas, cereais e pães integrais, carnes, peixes e ovos.

24 de out. de 2013

Atenção papais! Cuidado a forma que vocês seguram seus filhos

Se você tem filhos com até 5 anos de idade ou convive com crianças nesta faixa etária, deve ler esta matéria.

  Pais, não façam isso!


Você sabe o que é Pronação Dolorosa?

É um pequeno deslocamento da cabeça do rádio em relação ao ligamento anular.
O rádio é um dos ossos do antebraço e cabeça do rádio é a porção deste osso que participa da articulação do cotovelo.
O ligamento anular envolve a cabeça do rádio como um anel. Esta lesão ocorre em crianças menores de cinco anos, devido à consistência mais elástica dos ligamentos e ao desenvolvimento ósseo incompleto.
A história é quase sempre a mesma. A criança é puxada pela mão ou pelo antebraço, por exemplo, quando a mãe segura a criança para que esta não saia correndo pela rua, ou quando a criança é balançada pelos braços. (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia).
Evite puxar a criança pelas mãos, desta forma, não ocorre o mecanismo de tração sobre o cotovelo.
Essa orientação deve ser seguida pelos pais, cuidadores, babás, professores, irmãos e outras pessoas que tenham contato com a criança.

21 de out. de 2013

Lista de exames para todas as gestantes

Para ter uma gravidez tranquila e saudável desde o início da gestação até o nascimento do bebê, é essencial que a futura mamãe faça o pré-natal adequado desde cedo e de forma regular.

Através do pré-natal, o médico responsável pelo acompanhamento poderá avaliar a evolução da gestação, assim como a vitalidade do bebê.


Hemograma
Quando a gravidez é constatada, faz-se uma espécie de check-up para ver como está a saúde da mãe. Além do hemograma completo e glicemia de jejum, avalia-se o tipo sanguíneo, fator Rh, presença do vírus da aids e de anticorpos que indicam se a mãe já teve doenças que durante a gravidez podem comprometer a formação do bebê, como rubéola, hepatite B, citomegalovírus, toxoplasmose e sífilis. Exames de urina e de fezes detectam infecções urinárias e parasitoses.

Ultra-sonografias
Normalmente são feitas quatro ultra-sonografias durante os nove meses.
No primeiro trimestre da gravidez, o exame checa o número de embriões e sua localização (se estão dentro do útero e não nas trompas). 
Entre a 12ª e a 14ª semana, calcula, além do desenvolvimento, o tamanho da nuca do bebê (translucência nucal) e a medida do osso nasal, parâmetros que indicam o risco de síndrome de Down. Como em 25% dos casos a translucência pode resultar em falso negativo, alguns ginecologistas pedem um exame de sangue específico para identificar o problema.
Na 20ª semana, é a vez do ultra-som morfológico, que analisa a anatomia do feto e mede o tamanho dos ossos e dos órgãos. O exame diagnostica 90% das malformações. Quando há suspeita de anomalias, confirma-se o diagnóstico com o ultra-som 3D, que fornece imagens tridimensionais.
E entre a 32ª e a 35ª semana, mais um ultra-som, agora associado à Doppler velocimetria, avalia a circulação do sangue materno para a placenta e desta para o bebê. Esse exame pode ser indicado durante toda a gestação para mães hipertensas ou com doença que impede o bom funcionamento da placenta.

Teste de diabete gestacional
Por volta da 24ª semana, faz-se um exame de sangue para avaliar o nível de glicose no sangue. Se o resultado der alterado, recomenda-se um exame mais completo.

Cultura da secreção vaginal
Esse exame, feito por volta da 35ª semana, começa a se tornar rotina na prevenção de infecções neonatais. A cultura de material coletado do colo do útero aponta a presença ou não de estreptococos no canal de parto. Se a bactéria não for eliminada, o bebê pode ser contaminado no nascimento.

Em casos especiais

Biópsia vilocorial
Realizada na 12ª semana, por meio da coleta de tecido da placenta, com uma agulha fina introduzida na barriga, esse exame detecta malformações de causa genética.

Amniocentese
Entre a 15ª e 20ª semana, esse exame investiga doenças genéticas, como a síndrome de Down, por meio da coleta do líquido amniótico. O resultado demora de 10 a 20 dias, mas uma parte do líquido retirado pode ser submetido ao exame de Fish, uma técnica que acelera o resultado. Em 72 horas, é possível avaliar as cinco principais doenças cromossômicas, responsáveis por 95% dos problemas.

Ecocardiografia
Realizada a partir da 20ª semana, checa o coração do bebê, quando a gestante tem histórico de problemas cardíacos ou quando há suspeita de malformação cardíaca.

Cardiotocografia
Feito depois da 26ª semana, confere oscilações na frequência cardíaca do feto para saber se o bebê está em sofrimento. Na reta final da gravidez, é o exame utilizado para observar a regularidade das contrações uterinas, que provocam aceleração dos batimentos cardíacos do bebê.

Perfil biofísico fetal
A partir da 26ª semana, averigua o comportamento e a vitalidade do bebê pela ultra-sonografia em gestações de risco, como diabete e hipertensão, que podem comprometer o desenvolvimento da placenta.

17 de out. de 2013

Aborto de repetição

O aborto de repetição ou aborto habitual ocorre quando a mulher sofre de duas ou mais perdas gestacionais naturais consecutivas antes da 20ª semana de gravidez.


Apesar do aborto ser uma ocorrência comum, duas perdas consecutivas acontecem em apenas 5% dos casais e três perdas consecutivas em 1% deles.

A ocorrência de um aborto não indica avaliação mais aprofundada. Porém, depois de dois abortos consecutivos indica-se uma avaliação criteriosa do casal.

É importante ressaltar que mesmo após investigação exaustiva, mais de 50% dos casais ficam sem diagnóstico definido. Ainda assim, existem boas chances de que uma próxima gestação chegue até o final.

As principais causas do abortamento de repetição estão citadas a seguir:

- Idade Materna: a partir dos 40 anos, as chances de um aborto podem passar 30%. Isto acontece por que o envelhecimento dos óvulos faz com que os embriões gerados tenham maior chance de apresentar anomalias cromossômicas.

- Anomalias Cromossômicas: a maioria dos abortos ocorre por anomalias cromossômicas devido a um erro aleatório na “recombinação” cromossômica durante a formação do embrião, ainda que os pais sejam jovens e saudáveis.

- Alterações Metabólicas e Obesidade: mulheres com diabetes não controlada e/ou obesas têm maior chance de ter um aborto. Recomenda-se o controle dos níveis de açúcar no sangue e a perda de peso.

- Alterações Uterinas: as alterações da anatomia uterina, principalmente as que distorcem a cavidade do útero, podem ser causa de aborto. Os Miomas, aderências, malformações uterinas, devem ser tratados se identificados. 

- Causas endócrinas: caracterizada por uma produção diminuída de progesterona no período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental. 

Em 20% dos casos de aborto de repetição não é possível determinar uma causa específica, para estes casais, o aconselhável é buscar um estilo de vida saudável, evitar fumo, uso de álcool, cafeína em excesso e realizar exercícios físicos.

14 de out. de 2013

Manchas durante a gravidez

As manchas que aparecem durante a gravidez, recebem a denominação de melasma ou cloasma gravídico, são causadas pelas alterações hormonais e geralmente aparecem por volta dos seis meses de gravidez, podendo durar até mesmo alguns anos após o bebê nascer, se não for bem tratada.


Essas manchas geralmente são de cor marrom e aparecem em maior quantidade no rosto, tendo preferência pelas maçãs do rosto, testa e nariz, e podem também serem encontradas no colo e próximo aos seios. São regiões em que a pele é mais fina e tende a sofrer mais com a exposição solar. 

Para evitar o melasma, as mulheres não devem se expor ao sol sem proteção solar durante a gravidez. O cloasma gravídico pode desaparecer espontaneamente após a gravidez, não exigindo, às vezes, nenhum tipo de tratamento. 

No entanto, o tratamento acelera o seu desaparecimento. Após a melhora, a proteção solar deve ser mantida para evitar o retorno das manchas, que ocorre com bastante frequência.

Para o tratamento do melasma é fundamental o uso de protetores solares sempre que houver exposição da pele ao sol ou mormaço e mesmo em dias frios, nublados ou chuvosos, devendo-se dar preferência aos que contenham filtros que bloqueiam a passagem da radiação ultravioleta, como o dióxido de titânio.

Recomenda-se o uso de filtro solar diário, no mínimo, com fator de proteção 15. Se for para a praia, piscina ou fazer passeio ao ar livre, aumente o fator de proteção solar para 30 ou 60, além de fazer uso de chapéu ou boné, óculos escuros e preferir locais à sombra. 

É preciso reaplicar o protetor solar a cada duas horas. Também deve-se reaplicar após cada mergulho ou suor intenso. E lembre-se de aplicar o filtro em todo o corpo, pois a radiação ultravioleta do sol ultrapassa a roupa, principalmente os tecidos finos, e atinge a pele.

11 de out. de 2013

Exames de rotina antes de engravidar

Os exames de sangue fazem parte da rotina do pré-natal. Na sua primeira consulta, o ginecologista vai pedir que você faça um hemograma completo, e também exames para doenças como rubéola, toxoplasmose, hepatite, citomegalovírus e tireóide. Idealmente, nessa bateria de exames, estarão incluídos testes para sífilis e HIV/Aids. 


Níveis de ferro
No hemograma completo, o médico verá se o seu nível de hemoglobina está abaixo, o que é um sinal de anemia. Se você estiver anêmica, o ginecologista vai orientá-la sobre quais alimentos deverá reforçar seu cardápio para aumentar o estoque de ferro no seu organismo.

Glicemia
Esse exame de sangue indica o nível de açúcar que há no seu corpo. Se você tem diabete na família ou estiver acima do peso ideal, tem mais chance de desenvolver diabete gestacional, uma condição que só aparece durante a gravidez.

Hepatite
Existe a possibilidade de você ser portadora do vírus hepatite B e nem saber, por isso, o exame de sangue irá detectá-lo. Se a doença passar para o bebê, ele pode sofrer danos graves ao fígado. Quando a mãe é portadora do vírus, o bebê pode receber injeções de anticorpos assim que nasce para ficar protegido. O exame também detecta a hepatite C, uma doença muitas vezes silenciosa, que também pode ser transmitida para o bebê.

Toxoplasmose
A toxoplasmose é uma infecção na maioria das vezes transmitida por alimentos contaminados. O exame de sangue verifica se você tem a doença ou se já teve contato com ela no passado.

Sífilis
O ginecologista também irá pedir um exame para averiguar se é portadora de sífilis, doença que é transmitida por vias sexuais, pois causa problemas ao bebê. 

Rubéola
A maioria das mulheres grávidas já são imunes à rubéola, ou por ter recebido a vacina ou por ter pego a doença quando criança. O exame de sangue vai revelar se você tem imunidade, se não tiver, terá de fazer o possível para não entrar em contato com uma pessoa infectada, já que a doença pode afetar gravemente o bebê.

Citomegalovírus (CMV)
É um vírus da família do herpes, que pode passar para o bebê e causar problemas como deficiências auditivas ou retardo mental. O exame de sangue pode detectar uma infecção antiga ou uma infecção aguda. No caso de infecção antiga, que é muito comum, não há imunidade e a chance do vírus passar para o bebê é de menos de 5%. O mais perigoso é quando há infecção aguda durante a gravidez, então a mãe e o bebê precisarão constantemente serem monitorados.

Vírus do herpes
O herpes é uma das infecções virais mais comuns, que causa feridas dolorosas na boca ou na região genital. Se transmitido para o bebê, pode provocar danos cerebrais. A transmissão é mais comum no caso de herpes genital no momento do parto normal.

Tireóide
Muitos ginecologistas pedem também dosagens dos hormônios da tireóide. Pois a mãe poderá ter sua tireóide desregulada, apresentando hipertireoidismo ou hipotireoidismo que pode afetar o desenvolvimento do bebê.

9 de out. de 2013

Sexo na gravidez

Manter a atividade sexual durante a gravidez é fundamental para a saúde do casal. Só há restrição quando a mulher tem ameaça de abortamento ou descolamento de placenta. 


No primeiro trimestre, algumas vezes, a alteração hormonal que ocorre durante a gravidez pode diminuir o desejo sexual por parte das mulheres, a mulher volta-se para o planejamento da família e não mais apenas do casal. 

O segundo trimestre é marcado como uma volta do desejo feminino ao normal ou até mesmo de maior intensidade.

O terceiro trimestre apresenta maiores desconfortos, principalmente após o 8º mês. As posições assumidas pelo casal vão se restringindo, havendo preferência pela posição "de ladinho". A ameaça de aborto é temida, bem como complicações de parto prematuro. 

Os riscos podem ocorrer somente quando a gestante tem sangramento, principalmente nos três primeiros meses de gestação, ameaça de aborto ou de parto prematuro. Nesses casos, é recomendado que não pratiquem sexo durante a fase de risco, assim como esforço físico e outros excessos no mesmo período. Por isso é fundamental o acompanhamento médico.

Em condições normais de gestação, o sexo não machuca o bebê, pois ele está muito bem protegido dentro do útero.

As posições da relação sexual devem mudar com o passar dos meses. Conforme o útero vai crescendo, o casal deve ter cuidado com as posições, evitando compressão forte sobre o bebê e atenção também à coluna da mulher, que não deve ser forçada além da sobrecarga própria da gravidez.

No final da gravidez, a relação sexual pode causar contrações no útero. Para as mulheres sem risco de parto prematuro, essas contrações não são um problema. Para as que sofrem com dilatação do colo do útero (parte mais baixa do órgão que segura o bebê), ou que estão grávidas de mais de uma criança, essas contrações têm um efeito maior e a indicação é a abstinência, para não estimular parto prematuro.

Nesse período, a relação sexual libera o hormônio ocitocina, responsável pelas contrações. Nas gestações normais, o sexo é bem-vindo nessa fase porque já vai preparando o corpo da mulher para o nascimento do bebê. Portanto, para aqueles casais que tiveram uma gestação saudável e que, por exemplo, optam por parto normal, uma das indicações médicas para o final da gravidez é praticar sexo.

Após o nascimento do bebê, é recomendado um período de abstinência de quatro a seis semanas sem sexo, tempo que o corpo da mulher leva para voltar às condições normais e se proteger de microorganismos e infecções. A mulher vai apresentar menos desejo sexual devido a alterações hormonais, também pela exaustão do pós-parto e dos cuidados iniciais com o bebê.

Para voltar a praticar sexo depois da chegada do bebê, é importante que o corpo da mulher tenha voltado às suas condições normais e que o casal esteja adaptado à sua nova condição em casa.